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Apple faz 50 anos: 7 produtos da empresa que não deram muito certo

Por  • Editado por Léo Müller | 

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Imagem gerada por IA/Gemini
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A Apple está fazendo aniversário de 50 anos, com ama história marcada por diversos sucessos comerciais. No entanto, alguns dispositivos também são conhecidos como fracassos completos, por causa de problemas técnicos, falhas de design ou simplesmente com funções que não caíram no gosto do público. 

Veja abaixo sete produtos da Apple que não deram muito certo:

  1. Apple Pippin;
  2. AirPower;
  3. Mouse do iMac G3;
  4. Apple Newton;
  5. Apple eMate 300;
  6. Apple iPod Hi-Fi;
  7. Apple III.
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1. Apple Pippin

Em uma época que a Apple tinha a ambição de fazer um console, o Pippin foi uma plataforma de tecnologia multimídia projetada pela empresa e introduzida no mercado em 22 de março de 1996. 

Seu desenvolvimento teve início em 1994, quando a empresa Bandai contatou a Apple para criar uma versão reduzida do Macintosh voltada a jogos de CD-ROM.

A iniciativa tinha como objetivo central a criação de computadores de baixo custo direcionados para a reprodução de mídias em CD e para a navegação na Internet. O console apresentava um controle chamado de "AppleJack", que possuía um design com formato semelhante ao de um bumerangue. 

No entanto, o Apple Pippin nunca apresentou desempenho equivalente ao de outros produtos concorrentes da época, com qualidade gráfica insuficiente para proporcionar uma experiência positiva. 

Apenas 42.000 unidades do dispositivo foram comercializadas. Diante do baixo volume de vendas e da recepção do mercado, o Apple Pippin teve sua produção e suporte oficialmente cancelados no decorrer do ano de 1997.

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2. Apple AirPower

A Apple apresentou o carregador sem fio AirPower por meio de uma breve demonstração realizada ao final de um evento oficial no dia 12 de setembro de 2017. O produto foi projetado com o objetivo de carregar simultaneamente múltiplos dispositivos do ecossistema da marca de forma integrada.

Para isso, o acessório ofereceria suporte para o carregamento conjunto de aparelhos como o iPhone, o Apple Watch e os fones de ouvido AirPods. A proposta da empresa buscava eliminar pontos cegos, para que o carregamento ocorresse independentemente da posição do aparelho acima da base.

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Além disso, o projeto apontava que os aparelhos estabeleceriam comunicação entre si para realizar o gerenciamento eficiente do consumo de energia durante o processo de carregamento. 

Durante o anúncio, a Apple declarou que o lançamento oficial do produto no mercado ocorreria no ano de 2018. O que se seguiu foram meses de especulações e informações desencontradas, sem uma data de início das vendas divulgada. 

Dezoito meses após a apresentação inicial, a companhia admitiu publicamente que não conseguiu concretizar o desenvolvimento do projeto conforme o planejamento original, pela impossibilidade de atingir os padrões pretendidos. O produto nunca chegou às lojas. 

3. Mouse do iMac G3

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Embora o iMac G3 seja uma das referências históricas de design da Apple, seu mouse gera lembranças bem menos agradáveis para a marca. Ele foi introduzido no mercado em 1998, com o objetivo de criar um design visualmente atraente e inovador para acompanhar o lançamento da nova linha de máquinas da empresa.

Devido ao formato circular, o periférico era comumente chamado de "Disco de hóquei". Além disso, se notabiliza por ter sido o primeiro mouse a ser conectado via USB na história da computação.

Ainda que a aparência seja descrita como elegante e futurista pelos padrões estéticos do final da década de noventa, o produto era considerado muito pequeno e desconfortável. Relatos indicam que o uso contínuo do dispositivo chegava a causar dor nas mãos em quem o operava por longos períodos

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O objeto ainda era complicado de orientar, o que dificultava o controle preciso do cursor na tela. Além disso, o fio de conexão recebia críticas por ser muito curto, o que limitava a movimentação e o alcance durante o uso.

Em retrospecto, o projeto serve atualmente como um alerta sobre a importância de equilibrar a estética com a usabilidade, e como o desenvolvimento de produtos deve priorizar a função e a experiência de uso, com harmonia entre a forma e a finalidade.

4. Apple Newton 

A série Apple Newton era formada por dispositivos conhecidos como Assistentes Digitais Pessoais ou PDAs. O primeiro produto foi apresentado ao mercado no ano de 1992.

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Embora existissem modelos anteriores de PDAs, estes eram limitados a funções de agendas eletrônicas básicas. O Newton, por sua vez, foi projetado para atuar como um computador mais completo.

O dispositivo foi o primeiro assistente digital pessoal a utilizar tecnologia voltada para o reconhecimento de caligrafia manual. No entanto, esse mesmo recurso foi uma de suas principais falhas: afinal, a funcionalidade era considerada ineficiente, com a necessidade de semanas ou até meses para percorrer o processo de aprendizado. 

Devido aos problemas registrados no início, o dispositivo recebeu críticas negativas de especialistas e veículos de imprensa, além de ter virado piada. 

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Mesmo que as versões posteriores tenham apresentado melhorias significativas em relação ao modelo original, o Apple Newton manteve uma reputação negativa duradoura perante o público. 

Apesar de o projeto ter sido considerado um fracasso comercial, ele foi tecnologicamente inovador para a época, e influenciou conceitos fundamentais para produtos posteriores de grande sucesso da Apple, como o iPhone e o iPad.

5. Apple eMate 300

O Apple eMate 300 era integrante da linha Newton, mas apresentava um design distinto por possuir um teclado físico integrado em sua estrutura original.

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Este modelo foi direcionado para o setor educacional, como uma opção de laptop de baixo custo para instituições de ensino sob o sistema Newton OS.

Por isso, a trajetória do dispositivo foi definida por uma distribuição restrita e ausência de exposição midiática, em que os comerciais de televisão produzidos para o aparelho nunca chegaram a ser exibidos.

Além disso, a disponibilidade do produto foi limitada majoritariamente às escolas de ensino primário e secundário dos Estados Unidos. No fim do ciclo de vida, o item até surgiu no varejo, embora o acesso para compra fosse considerado difícil.

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Havia ainda uma falha de hardware crônica na dobradiça do equipamento: o parafuso que prende a dobradiça cortava o cabo da tela e causava sua falha. 

A Apple manteve o eMate “escondido” por um ano antes de encerrar a produção. Seu fim está muito atrelado com a descontinuação total da linha Newton em 1998, e por isso o produto nunca teve uma chance de sucesso. 

6. Apple iPod Hi-Fi

O iPod Hi-Fi foi um dispositivo desenvolvido com o objetivo de integrar a estética minimalista de Jony Ive a uma performance de áudio de alta fidelidade. Ele prometia versatilidade ao incluir um encaixe para iPod na parte superior, além de funcionar com controle remoto à distância. 

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No entanto, sua relação custo-benefício foi alvo de questionamentos, já que ele era muito caro para as funcionalidades oferecidas. Pessoas que adquiriram o item esperavam som excepcional e recursos modernos, mas receberam um alto-falante que não justificava seu custo.

Além disso, o posicionamento do encaixe no topo da unidade deixava os dispositivos conectados expostos a possíveis batidas e danos durante a utilização rotineira.

A demanda pelo iPod Hi-Fi foi classificada como fraca após o lançamento: a Apple comercializou cerca de 60.000 unidades no primeiro ano, volume considerado extremamente baixo para os padrões da empresa, mesmo para um nicho específico.

Por isso, o ciclo de vida do equipamento foi encerrado de forma breve, com descontinuação após apenas 554 dias.

7. Apple III

O Apple III costuma ser citado como a primeira grande falha da Apple, e chegou a colocar a empresa em uma situação de incerteza financeira. No entanto, ele serviu como catalisador para o surgimento dos projetos do Lisa e do Macintosh, esforços que eventualmente salvariam a companhia.

A Apple planejava concluir o novo computador em um período de 10 meses, mas o desenvolvimento levou dois anos devido à adição constante de recursos por um comitê de engenheiros. O lançamento oficial do equipamento ocorreu em 1980.

Após o sucesso do Apple II, os engenheiros da empresa acreditavam que o fracasso seria impossível. O evento de lançamento foi realizado com grande alarde, com o aluguel da Disneyland por um dia e contratação de bandas.

No entanto, ele apresentou diversas falhas no chassi. Steve Jobs supervisionou o projeto e impôs dimensões nas quais os componentes não cabiam adequadamente no espaço disponível, além de ter exigido que o computador não contasse com ventoinhas de resfriamento, alegando que eram muito barulhentas e sem elegância.

Como consequência dessas escolhas, o computador apresentava defeitos graves e o hardware era extremamente instável para quem operava a máquina. Dois meses após o lançamento, apenas três programas estavam disponíveis, e não eram esperadas novas opções por pelo menos seis meses. 

Uma versão revisada foi lançada no final de 1981, e a Apple substituiu milhares de unidades defeituosas pelo novo produto para tentar mitigar os problemas técnicos. No entanto, mesmo algumas unidades de substituição ainda apresentaram falhas. 

Uma versão adicional melhorada, o Apple III Plus, foi introduzida no mercado em dezembro de 1983.