Saiba quais são as diferenças entre Android Pay, Apple Pay e Samsung Pay

Por Redação | 03 de Março de 2015 às 17h10

Ontem (2) no Mobile World Congress, o Google anunciou que está trabalhando em um novo sistema de pagamentos móveis para Android. A confirmação colocou a empresa ao lado de outras duas gigantes da tecnologia que entraram no mercado de pagamentos móveis: Apple e Samsung.

Apesar das soluções apresentadas por elas possuírem nomes parecidos até demais – Apple Pay, Samsung Pay e Android Pay – elas possuem aspectos diferentes que são bem importantes. Para ajudar a entender qual das opções pode ser útil para você, o Business Insider reuniu algumas características básicas de cada um deles. Confira:

Apple Pay e Samsung Pay têm propostas semelhantes

O principal objetivo da Apple e da Samsung é permitir que os usuários comprem produtos em lojas físicas usando apenas o seu smartphone, sem a necessidade de andar com o cartão magnético. O Apple Pay só funciona nos modelos mais recentes de iPhones, que possuem a tecnologia NFC. Mais de 200 mil comerciantes já apoiam o serviço de pagamento móvel da Maçã, mas nem todas as lojas estão equipadas para suportar o NFC.

O Samsung Pay também só funciona nos smartphones mais recentes da companhia, os novos Galaxy S6. No entanto, os telefones da sul-coreana também vão se tornar compatíveis com a tecnologia chamada Magnetic Secure Transmission (MST), ou "transmissão magnética segura", que poderá ser aplicada em cerca de 90% dos terminais de venda. A novidade será possível graças à sua mais recente aquisição, a LoopPay.

Tanto o serviço da Apple quanto o da Samsung dependem da impressão digital do usuário para autenticar compras, e nenhuma das duas empresas tem permissão para acessar os dados dos usuários, como o que eles compraram ou quanto pagaram por um produto.

Android Pay é uma plataforma, e não um produto que as pessoas vão usar nas lojas físicas, como acontece com as opções da Apple e Samsung

Desde 2011, o Google oferece aos seus usuários uma carteira virtual que pode ser utilizada em alguns varejistas que dispõe de tecnologia NFC. Mas, ao contrário do Google Wallet, o Android Pay não é um produto.

O vice-presidente sênior do Google, Sundar Pichai, disse que o Android Pay é uma "camada de API", que permite a outras empresas apoiar pagamentos seguros no Android tanto em lojas físicas como nas virtuais. "Estamos fazendo de uma maneira tal que nunca haverá um serviço de pagamentos melhor do que o Android. Então, em lugares como a China e a África esperamos que as pessoas utilizem o Android Pay para criar serviços inovadores", disse o executivo.

Dessa forma, o Android Pay não é um concorrente direto dos serviços da Samsung e da Apple. Pichai disse ainda que o Google vai tentar garantir que o Android Pay e o Samsung Pay possam se "alinhar".

Um detalhe importante a respeito da nova plataforma de pagamento do Google é que, diferente do Apple e Samsung Pay, o Android Pay "vê" todas as transações realizadas pelo usuário. Dessa forma, a empresa irá sair no lucro com dados de compras realizadas também em lojas físicas, pois assim poderá direcionar melhor os seus anúncios para cada usuário.

Mais uma empresa na jogada

No início desta semana, o PayPal realizou uma enorme aquisição no setor de pagamentos móveis. Informações do Re/code dizem que a empresa está comprando a startup Paydiant por US$ 280 milhões. O serviço da Paydiant é utilizado por grandes redes varejistas, como o Walmart, para criar aplicativos de mobile wallet.

Apesar de não pretender lançar um "PayPal Pay", a empresa sai ganhando com a negociação, afinal terá grandes lojas como aliadas.

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