Intel abandona produção do Compute Card

Por Felipe Demartini | 28 de Março de 2019 às 07h33
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A Intel anunciou nesta semana que não vai mais trabalhar com o Compute Card, sua ideia para computação modular e facilitação de upgrades. De acordo com a empresa, o foco nesse tipo de equipamento continua, mas não com os produtos lançados no início do ano passado, que não chegaram nem mesmo a uma segunda geração, conforme havia sido anunciado anteriormente.

Imagine um cartucho de videogame e você terá mais ou menos a ideia por trás dos Compute Cards da Intel. A ideia da marca era facilitar a criação de PCs modulares colocando todos os seus componentes essenciais em um dispositivo pouco maior que um cartão de crédito, que poderia ser desencaixado de uma doca para substituição de modelos mais avançados quando estivessem disponíveis. O produto continha processador, modem, memória RAM e armazenamento.

A ideia seguinte era contar com notebooks, estações ou simples monitores que tivessem a conexão, algo que permitiria ao usuário levar seu computador completo por aí, no bolso. A cada nova iteração ou necessidade de upgrade, bastaria comprar um novo Compute Card e encaixar no slot para que todo um novo poder de processamento e novidades estivessem disponíveis.

(Imagem: Reprodução/Ben Wood)

Não deu certo e, apesar de a Intel ter efetivamente lançado uma máquina baseada em sua sétima geração de processadores no mercado, foram pouquíssimas as empresas que apostaram nessa mudança e lançaram docas e dispositivos compatíveis. A própria Intel também demonstrou notebooks híbridos baseados na tecnologia, enquanto nomes como Lenovoo e Foxconn anunciaram o desenvolvimento de produtos.

A ideia, entretanto, não seguiu adiante e o fim dos Compute Cards já era esperado pois, meses após o lançamento e com a chegada de novas gerações de hardware da Intel, as prometidas atualizações do equipamento jamais foram anunciadas. Agora, então, a notícia oficial chegou e a ideia de computação modular da fabricante está oficialmente finalizada.

Em comunicado, a empresa disse que continuará prestando suporte aos equipamentos adquiridos pelos clientes e venderá as unidades restantes disponíveis em seu próprio estoque e também no de varejistas parceiros. Ainda, a Intel disse acreditar que existem oportunidades de inovação no mercado dos computadores modulares. Os Compute Cards, pelo jeito, não foram o caminho correto para isso.

Enquanto isso, uma das principais parceiras da Intel nessa empreitada, a NexDock, parte para o mundo do sistema operacional Android. O produto de mesmo nome, que em sua primeira geração foi uma das primeiras carcaças de notebook a aceitarem os Compute Cards, chega à sua geração como uma maneira de transformar smartphones em notebooks, com uma campanha de financiamento coletivo já bem-sucedida e lançamento previsto para este ano.

Fonte: Tom's Hardware

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