Brasil libera Huawei para participar do leilão de redes 5G sem restrições

Por Alberto Rocha | 29 de Março de 2020 às 18h30
huawei

Ao contrário dos Estados Unidos, o governo brasileiro não colocou restrições à Huawei no leilão de licitação para o fornecimento e implementação das redes 5G aqui no país. O anúncio foi feito pelo GSI (Gabinete de Segurança Institucional) e publicado no diário oficial na última sexta-feira (27).

Com isso, a entidade certifica que a fabricante chinesa atende a todos os requisitos de segurança cibernética exigidos no edital e pode concorrer livremente ao leilão, previsto para acontecer no final do ano.

Vale ressaltar que há pouco tempo a relação diplomática entre o Brasil e a China ficou estremecida após declarações do deputado Eduardo Bolsonaro de que a empresa poderia oferecer risco de espionagem ao país em sua participação no leilão 5G.

EUA não dá folga para a Huawei

Se por um lado a Huawei afirma que a pandemia do coronavírus não terá impacto na fabricação do P40, por outro o surto da doença não é o bastante para que o embate comercial entre a companhia e os Estados Unidos cessem, mesmo que em caráter temporário.

De acordo com informações da Reuters, o governo norte-americano planeja uma repressão maciça ao fornecimento global de chips da Huawei com o objetivo de impedir que a fabricante chinesa tenha acesso a tecnologias de ponta desenvolvidas por empresas dos EUA.

Entre as empresas afetadas estão a KLA Corp, Lam Research, Applied Materials e a TSMC, que fabrica componentes para uma subsidiária da Huawei chamada HiSilicon e, caso a medida seja aprovada pelo presidente Donald Trump, necessitaria de um alvará especial para poder continuar a parceria de negócios.

Entretanto, essa restrição pode ter efeito contrário e trazer inúmeras consequências para as fabricantes norte-americanas, uma vez que a Huawei tem encontrado alternativas próprias - vide a solução com os produtos da Google em seus smartphones, e pode fabricar ela mesma ou então procurar parceiros orientais para a cadeia de produção.

Vale ressaltar que a licença temporária concedida à Huawei tem sido renovada de três em três meses desde que o veto à empresa foi assinado em maio de 2019 e com essa medida parece que esse prazo não deverá ser renovado.

Fonte: Reuters, Folha de S. Paulo  

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