A concorrência no século XXI será entre os modelos de negócios

Por Colaborador externo | 05 de Julho de 2019 às 07h37

*por Luis Carlos Nacif

Esqueça produtos e serviços, a concorrência no século XXI será entre os modelos de negócios! O Darwinismo Digital, conceito que surgiu no início dos anos 2000 e que explica a era na qual a tecnologia e a sociedade evoluem mais rapidamente do que o mercado consegue acompanhar, reflete o cenário no qual as empresas em todo mundo se encontram. Como exemplos, vimos impérios corporativos — de marcas como Blockbuvster, Kodak, Nokia, entre outras —, ruírem por não prestarem atenção às mudanças desses dois agentes, que juntos estão moldando os novos modelos de negócios, e que abriram espaço para startups como Uber, Nubank e Netflix.

Essas companhias, que surgiram na última década e se tornaram verdadeiras gigantes dos setores onde atuam, estão consolidando uma nova forma de economia, voltada à agilidade e centrada no cliente, e na qual produtos e serviços são figuras em uma vitrine, enquanto o que realmente agrega valor aos negócios é a experiencia do cliente ou Customer Experience (CX).

Participe do nosso Grupo de Cupons e Descontos no Whatsapp e garanta sempre o menor preço em suas compras de produtos de tecnologia.

Afinal, com a tecnologia tão presente em nossas vidas — no formato de dispositivos e aplicativos móveis, sensores inteligentes, transmissões e vídeos online, redes sociais etc., nos bombardeando com informações em tempo real sobre assuntos que parecem não ter fim, do último filme de heróis até modas gastronômicas e cotações de investimento —, a interação entre empresas e clientes está passando por uma transição sem precedentes, na qual a velocidade das respostas (seja para tirar uma dúvida, achar dados sobre determinado produto ou cancelar um serviço) se tornou o principal diferencial competitivo.

Diante desse cenário, fica claro que a concorrência entre as empresas está migrando para o campo dos modelos de operação, que visam fornecer qualidade de atendimento, facilidade de escolha, rapidez na contratação, simplificação de procedimentos (menos burocracia), flexibilidade e transparência na comunicação. Isso tudo para colocar o poder de decisão nas mãos dos consumidores. De preferência "na palma da mão". É este o modelo de negócios que o cliente busca.

Contudo, essa transformação só pode ser alcançada por meio da flexibilização de processos antes engessados, compreensão do perfil dos clientes e adoção de tecnologias disruptivas aderentes aos negócios, para que as companhias possam focar totalmente em seus core business.

Mas apesar de ser uma tarefa difícil, acompanhar essa evolução não é impossível. Como é o caso dos canais de TV que estão apostando em plataformas de streaming, à exemplo da Netflix; ou companhias de táxi que se reinventaram para competir com os aplicativos de mobilidade, como o Uber; e mesmo os bancos que estão se tornando centros de tecnologia e atendimento para competir com as fintechs, tal qual o Nubank.

Como acontece na seleção natural, a mudança dos modelos de negócios, para atender as novas demandas de consumo, é fundamental para que as companhias possam sobreviver e continuar ofertando seus produtos e serviços. Agora, se você não sabe por onde começar essa transformação, procure um parceiro com capacidade para entender seu momento no mercado, que forneça as tecnologias necessárias para alavancar as áreas críticas às operações da sua empresa, e que de preferência tenha experiência em relação à Transformação Digital. Caso contrário, você corre o sério risco de ser o próximo café da manhã do concorrente.

E aí, preparado para caçar ou ser caçado?

*Luis Carlos Nacif é presidente da Microcity

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.