Mega fábrica da Foxconn no Brasil atrasa e não tem mais data para ficar pronta

Por Redação | 14 de Outubro de 2013 às 12h33

De acordo com o jornal Valor Econômico, a mega fábrica que a Foxconn planejava para o Brasil está sem previsão de começar a ser construída. Uma fonte afirmou à publicação que as negociações entre a empresa taiwanesa e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estão paradas há mais de um ano e não devem ser retomadas tão cedo.

O possível fim do projeto ocorreu devido ao modelo de financiamento, que pareceu "caro demais" ao BNDES. O acordo seria de que o Banco arcaria com mais de 30% dos custos, enquanto o restante ficaria com a Foxconn e possivelmente com Eike Batista. O milionário não chegou a confirmar interesse em participar do negócio - o que não deve ocorrer agora também, já que o executivo está vendendo vários investimentos para evitar a falência.

Com isso, a ideia de trazer uma nova fábrica da Foxconn ao Brasil segue parada. Mais fabricantes serão sondados por diferentes órgãos federais para que o projeto siga adiante.

Crise

Em fevereiro de 2011, a presidente Dilma Rousseff anunciou durante uma viagem à China que o Brasil poderia receber uma nova instalação da taiwanesa Foxconn. Na época, Terry Gou, CEO da empresa, e Aloizio Mercadante, até então ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, divulgaram que US$ 12 bilhões seriam investidos no país em um período de quatro a seis anos. 100 mil novos empregos seriam gerados.

A primeira etapa do investimento seria de US$ 4 bilhões, destinados à instalação de uma fábrica de telas para televisores. Eike Batista entraria com US$ 500 milhões na sociedade, enquanto o BNDES bancaria 30% da transação (US$ 1,2 bilhões). Os problemas no acordo começaram porque Gou afirmou que entraria no país apenas com sua tecnologia, sem injetar novo capital.

As dificuldades se agravaram em julho do ano passado, quando o governo federal exigiu que a nova fábrica usasse o que há de mais moderno na produção nacional. A companhia, responsável pela produção dos aparelhos da Apple, deveria deixar de fabricar telas com micro lâmpadas de LED e passar a produzir telas de OLED, uma das últimas tecnologias do setor. A técnica, no entanto, é muito mais cara.

Outros investimentos da Foxconn seguem atrasados no Brasil. A unidade na cidade de Itu, no interior de São Paulo, ainda não saiu do papel devido a problemas judiciais que envolvem o terreno onde a fábrica será construída. Já a unidade em Jundiaí, também em São Paulo, teria enfrentado resistência por parte de seus funcionários, que não se adequaram ao método de trabalho empregado pela companhia.

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