Steve Wozniak não compraria Apple Watch de US$ 17 mil: "isso não é a Apple"

Por Redação | 30 de Março de 2015 às 08h49
photo_camera Divulgação

Não é de hoje que Steve Wozniak tem manifestado seu desinteresse quando o assunto são smartwatches. Para o executivo, a indústria ainda precisa mostrar a que veio e as fabricantes desses dispositivos devem dar bons motivos para justificar a compra de um acessório da categoria. Contudo, o cofundador da Apple fez uma dura crítica à empresa, dizendo que ela tem se tornado uma companhia diferente daquela que ele ajudou a fundar ao anunciar um relógio com preços tão elevados.

Mais especificamente, Woz se referiu aos modelos mais caros do Apple Watch, que possuem carcaça feita em ouro 18 quilates e podem custar mais de US$ 17 mil. Na opinião de Wozniak, vender um aparelho por esse valor faz com que a Maçã "não se pareça com a companhia" que ele e o amigo Steve Jobs fundaram na década de 1970. "Essa não é a Apple que revolucionou o mundo anos atrás", comentou em entrevista.

Apesar da crítica, o engenheiro disse que pretende comprar o smartwatch da Apple, mas a versão mais acessível, que custa US$ 349. Na visão do executivo, não faz diferença comprar o modelo de US$ 10 mil e US$ 17 mil, já que as especificações técnicas são praticamente as mesmas do gadget em sua variante mais barata. "A única diferença [entre o modelo mais caro e mais em conta] é a pulseira", afirmou.

Na semana passada, em entrevista ao site Australian Financial Review, Wozniak, que descreve o Apple Watch como "uma pequena obra de arte", comparou o Apple Watch Edition aos famosos relógios de luxo disponíveis no mercado. "Como acontece com um Rolex, se você comprar um dos mais caros, você está comprando pelo prestígio, pela marca e pelo símbolo que você quer mostrar que você é", disparou.

O descontentamento de Woz com a Apple não é recente. Há alguns dias, ele chegou a declarar que se ele e Jobs fossem concorrer a uma vaga de emprego na companhia hoje em dia, jamais seriam contratados por causa do rigoroso processo seletivo da empresa. "Eu vejo os níveis de educação e experiência necessários para arrumar uma oportunidade na Apple atualmente", disse, se referindo ao fato de que entidades de tecnologia dificilmente favorecem estudantes que largam a faculdade - como aconteceu com Wozniak e Jobs antes de fundarem a Apple.

Mesmo criticando os rumos tomados pela Maçã, Woz elogiou algumas mudanças internas na empresa logo após a morte de Steve Jobs, em outubro de 2012. De acordo com ele, a companhia acertou em cheio ao lançar iPhones com telas maiores, doar parte de seus lucros para a caridade e criar mais diversidade na contratação de novos funcionários.

Fonte: ChicagoInno

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