Loopi capta US$ 5 milhões com foco em vendas por vídeo; conheça a startup

Loopi capta US$ 5 milhões com foco em vendas por vídeo; conheça a startup

Por Márcio Padrão | Editado por Claudio Yuge | 02 de Julho de 2021 às 17h20
Divulgação/Loopi

O social commerce, setor de vendas via redes sociais, vem migrando para os vídeos há algum tempo, como mostram os experimentos do YouTube, Instagram e TikTok, para ficar nos mais famosos. Mesmo levando em conta esse potencial, o aporte recebido pela startup brasileira Loopi foi além das expectativas mais otimistas. Ela conseguiu US$ 5 milhões em uma recente rodada de investimento seed, voltada para melhorar o serviço e pesquisar o público-alvo do negócio. Nada mal para uma empresa criada em abril deste ano.

A empresa aposta em um formato diferente de e-commerce. As demais plataformas costumam apresentar os produtos como um catálogo online, com imagens, descrição e preço. Mas, no app da Loopi (iOS, Android), influenciadores e criadores de conteúdo fazem vídeos explicativos e lives sobre os itens. Se o cliente gostar deles, poderá arrastá-lo para um carrinho e realizar a compra. A startup repassa parte do valor das vendas para os criadores e as marcas. Estas também se responsabilizam pelas entregas.

A ideia tem influência no oriente: seus fundadores, Cesario Martins (fundador da ClickBus), Felipe Brasileiro (fundador da Parafuzo) e Ricardo Bechara (ex-diretor geral da Rappi no Brasil), se inspiraram no mercado da China, onde a tendência de video commerce já é um sucesso há anos.

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Imagem: Divulgação/Loopi

A maior parte do aporte veio dos fundos brasileiros Monashees, Canary e One.vc, além do alemão GFC e investidores-anjo como Hans Tung, sócio do fundo americano GGV, e Sebastián Mejía e Simon Borrero, fundadores da Rappi.

Em entrevista à Exame, Bechara diz que o ponto forte do conceito é a parceria com os criadores de conteúdo e influenciadores. A ideia é que eles tenham liberdade para selecionar produtos que irão divulgar. "A quantidade de informação que um vídeo passa é melhor que uma pesquisa de 30 minutos online", disse o empresário.

Fonte: Exame

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