Inventor das Bitcoins já é um dos 50 homens mais ricos do mundo

Por Redação | 19 de Dezembro de 2017 às 09h37
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Como criador das Bitcoins, Satoshi Nakamoto também é um dos maiores detentores do mundo em quantidade de moedas, possuindo, estima-se, 980 mil unidades do criptodinheiro. Por si só, esse total seria capaz de colocá-lo na 44ª colocação entre os homens mais ricos do mundo, de acordo com o prestigiado ranking da revista americana Forbes.

De acordo com as cotações mais recentes da moeda virtual, Nakamoto teria uma fortuna estimada em US$ 19,4 bilhões. É menos, por exemplo, do que o cofundador da Microsoft, Paul Allen, e que a viúva de Steve Jobs, Laurene Powell Jobs. Por outro lado, seria mais do que nomes consagrados da lista, como o príncipe saudita Alwaleed bin Talal e o magnata da BMW Stefan Quandt.

É, também, um montante que deve continuar crescendo, jogando o idealizador da moeda digital ainda mais adiante na lista - com muitos já afirmando veementemente que, com o atual movimento, não deve demorar para que Nakamoto chegue ao top 10. Após recordes sucessivos ao longo dos últimos meses, a valorização das Bitcoins, estimam os analistas, deve dar um pequeno recesso neste final de ano, voltando ao patamar de aceleração nas primeiras semanas de 2018, principalmente depois que bolsas internacionais e grandes bancos de investimentos lançarem opções com Bitcoins.

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A principal questão por trás de toda essa fortuna, entretanto, é que se trata de dinheiro parado, com muitos entusiastas do setor, inclusive, considerando que as moedas possuídas por Nakamoto estão perdidas para sempre. Não literalmente, claro, mas pelo simples fato de que o idealizador do sistema, simplesmente, parece não querer nada com isso, já tendo entregado sua criação ao mundo e não estando mais envolvido com o desenvolvimento ou progressão das moedas.

Sua identidade, por exemplo, é desconhecida. Ele já se identificou como um homem japonês de 37 anos de idade, mas mesmo isso é refutado por entusiastas devido ao fato de Nakamoto falar inglês com perfeição, algo raro entre os nipônicos, além do fato de não existirem expressões nem documentos publicados por ele em sua língua nativa. Pelo contrário, muitos acreditam que ele seria britânico, justamente, pelo uso de maneirismos típicos do Velho Continente. Outra linha de teorização indica que ele reside na América do Norte, Caribe ou América Central devido aos períodos de inatividade em seu trabalho, que corresponderiam às horas de sono.

Em 2014, a revista Newsweek publicou reportagem afirmando que Dorian Prentice Satoshi Nakamoto, um japonês vivendo na Califórnia, seria o criador das Bitcoins. Ele deu uma longa entrevista detalhando seu passado e também o trabalho com as moedas, o que levou até mesmo a repórteres permanecerem na porta da sua casa durante dias. Depois, entretanto, ele voltou atrás, afirmando ter interpretado mal as perguntas da repórter, enquanto uma mensagem publicada pela P2P Foundation, gerenciada pelo verdadeiro responsável, após anos de atividade, também negou a descoberta da identidade.

Outros nomes possíveis são Hal Finney, já falecido, um dos primeiros a usar a arquitetura de blockchains, apesar de muitas teorias o apontarem apenas como um amigo próximo; Craig Steven Wright, que já afirmou ser o idealizador das moedas, além de ter tido evidências vazadas após uma invasão a seu e-mail - tudo falso, afirmam alguns entusiastas; e até mesmo Elon Musk, que já negou tais afirmações publicamente.

Enquanto isso, o próprio Nakamoto permanece oculto, com muita gente acreditando que ele nem mesmo seria uma única pessoa, mas sim um grupo de pesquisadores e especialistas na tecnologia. Seja como for, na medida em que a fortuna do misterioso criador das Bitcoins aumenta, menores são as chances de ele dar as caras devido, justamente, à atenção recebida por aqueles que passaram perto de serem revelados como tal. Se a ideia é permanecer fora dos holofotes, com tanta empolgação ao redor das moedas virtuais, agora é que nada será revelado mesmo.

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