Por que Steve Jobs blindou a Apple para a guerra de patentes?

Por Redação | 15 de Outubro de 2012 às 15h37

A cada dia assistimos a um novo capítulo desta novela que se tornou a guerra de patentes entre as gigantes da tecnologia, como a Samsung, Apple e Google. A Apple, por exemplo, já possui em seu arquivo cerca de 200 pedidos de patente de tecnologias relacionadas ao iPhone.

Mas Steve Jobs teve seus motivos para implementar uma política que visava patentear absolutamente tudo o que a empresa da maçã desenvolvesse para o iPhone. A história começou em 2006, quando a companhia de Jobs teve que desembolsar US$ 100 milhões em um acordo de patentes feito com a Creative Technology.

Na época, a empresa era líder no mercado de MP3 players - até o lançamento do iPod - e processou a Apple por sua patente que define a visualização hierárquica de músicas, solicitada cinco anos antes pela Creative Technology. Uma vez que a patente foi concedida à Creative, tornou-se uma licença para processar.

Um ex-executivo da Apple contou ao New York Times que o acontecimento serviu para alertar Steve Jobs, até então CEO da empresa. Logo, os engenheiros da Apple foram convidados a participar de reuniões mensais para "divulgação de invenções".

Um ex-advogado de patentes da empresa, que também conversou com o jornal norte-americano, disse que durante as reuniões os engenheiros se encontravam com três advogados de patentes. Por exemplo, um dia eles discutiram a respeito de um fragmento de software que poderia estudar as preferências dos usuários e entender como eles navegavam na web.

"Isso é uma patente", disse o advogado, rabiscando as notas para dar entrada no pedido. Outro engenheiro descreveu uma pequena modificação para um aplicativo popular. "Isso também é uma patente", disse o advogado. Mesmo sabendo que os pedidos podiam ser reprovados, eles seriam apresentados de qualquer maneira. Na pior das hipóteses, esse era um jeito da Apple impedir que outra empresa tentasse patentear a ideia antes dela.

Samsung vs Apple
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