Vulcão entra em erupção 2 vezes em 2 dias na Itália e satélite tira foto

Vulcão entra em erupção 2 vezes em 2 dias na Itália e satélite tira foto

Por Natalie Rosa | 19 de Fevereiro de 2021 às 15h35
Reprodução: Davide Anastasi/LaPresse/AP

Um dos vulcões mais ativos do mundo, o Etna, localizado na Itália, acaba de entrar em erupção pela segunda vez em menos de 48 horas. A primeira erupção aconteceu na última terça-feira (16), com o vulcão liberando no ar grandes fontes de lava, que chegaram a atingir aproximadamente 700 metros de altura. Os fluxos de lava viajaram por cerca de 4 quilômetros.

Já a segunda explosão aconteceu na quinta-feira (18), com a lava percorrendo cerca 1,3 quilômetro de distância até a região sul. As cinzas das erupções cobriram toda a cidade de Catania, fechando o aeroporto local, e as autoridades vêm monitorando cidades próximas da base do vulcão, como Linguaglossa, Fornazzo e Milo, para evitar possíveis danos. De acordo com o Volcano Discovery, site que publica, regularmente, alertas e notícias sobre atividades sísmicas, também foi registrada atividade no início desta sexta-feira (19), com os fluxos percorrendo as regiões sul e leste. 

Imagem: Reprodução/Reuters/Antonio Parrinello

O satélite Copernicus Sentinel-2, da Agência Espacial Europeia (ESA), conseguiu capturar imagens da erupção do vulcão no dia 18. Na imagem, foi possível destacar a cor brilhante da lava graças à tecnologia de banda infravermelha de ondas curtas. 

Os dados coletados pelo satélite também podem ser usados para detectar sinais de alterações que podem acabar provocando a erupção. Quando a explosão acontece, o satélite pode identificar fenômenos associados a ela, como fluxo de lava, deslizamento de terra, fissura no solo e terremoto. Sensores atmosféricos identificam também gases e aerossóis que foram emitidos no ar e qual será o impacto na atmosfera.

Imagem: Reprodução/ESA

O vulcão Etna, o mais ativo de toda a Europa, tem 3,3 mil metros de altitude e já é conhecido no continente por ter erupções com frequência, por cerca de 2,7 mil anos. Nenhuma das erupções que aconteceram em fevereiro deixou vítimas ou danos graves nas regiões afetadas.

Fonte: ESA

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