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Monte Vesúvio aparece como se estive emergindo das nuvens em foto de satélite

Por| Editado por Patricia Gnipper | 17 de Janeiro de 2022 às 19h30

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NASA/USGS
NASA/USGS

O Monte Vesúvio, um dos vulcões mais ativos da Europa, foi registrado em um cenário deslumbrante como se estive emergindo das nuvens. As imagens foram registradas pelo satélite de observação terrestre Landsat-8, administrado pela NASA, em 2 de janeiro deste ano.

Na imagem, é possível observar a grande caldeira que forma o cume do vulcão do Monte Vesúvio, em meio a um extenso corpo de nuvens. Além disso, mais ao norte dele, aparece uma estrutura vulcânica ainda mais antiga — ou o que sobrou do Monte Somma.

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Localizado em Nápoles, na Itália, o Vesúvio é classificado como um estratovulcão. Vulcões deste tipo são formados pelo acúmulo de vários depósitos de lava e cinzas vulcânicas de erupção anteriores — a cada nova atividade, ele cresce mais.

O Vesúvio fica em cadeias de vulcões conhecida como o Arco Vulcânico da Campânia, uma fronteira de subdução entre placas tectônicas. Isso significa que a placa africana está mergulhando sob a placa eurasiana.

Ao longo da fronteira existem diversos vulcões ativos, adormecidos e ate extintos. A maioria se encontra no fundo do oceano, os vulcões submarinos. É nesta região que se encontra o Monte Etna, na Sicília, que em 2021 ficou 30 metros mais altos após uma série de erupções registradas ao longo do ano.

Histórico do Vesúvio

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A atividade mais conhecida do Vesúvio aconteceu em 79 d.C. e foi responsável por destruir a cidade romana de Pompeia, além da cidade vizinha de Herculano. A erupção mais recente do vulcão atingiu a vila de San Sebastiano em 1944.

Análises geológicas do material depositado pelo Vesúvio indicam que ele teve até oito grandes erupções nos últimos 17 mil anos e, embora hoje pareça calmo, ainda é um vulcão ativo. De tempos em tempos ele apresenta atividades sísmicas em seu interior e libera gases de seu cume.

É por isso que o Vesúvio é um dos vulcões mais monitorados do mundo. Não apenas por ainda ser ativo, mas também por sua capacidade destrutiva: uma erupção dele poderia destruir Nápoles, localizada a 12 km a noroeste — com mais de 3 milhões de habitantes.

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O satélite Landsat-8, também administrado pelo Serviço Geológico dos EUA (USGS, na sigla em inglês), faz parte do programa Landsat que, há mais de 50 anos, registra as transformações na superfície terrestre — naturais ou artificiais.

Fonte: NASA, Via Space.com