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Maior buraco azul do mundo é mais fundo que se pensava e abriga túneis

Por| Editado por Luciana Zaramela | 29 de Abril de 2024 às 21h20

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tofoli.douglas/Domínio Público
tofoli.douglas/Domínio Público

Há três anos, cientistas descobriram o maior buraco azul do mundo — chamado Taam Ja’, na Baía Chetumal, no México —, mas continuam descobrindo que a caverna subterrânea é ainda maior do que se havia medido. Também chamadas de sumidouros marinhos, os buracos azuis surgem quando o leito marinho é feito de material solúvel, como mármore, calcário ou gipsita.

Uma nova investigação no Taam Ja’ descobriu que a estrutura se estende a uma profundidade de 420 metros, 146 m a mais do que a medição inicial e 119 m mais profunda do que o recordista anterior, o Buraco Azul de Sansha Yongle. Ficando no mar da China, ele tem “apenas” 301 metros de profundidade.

Avaliando o buraco azul do México

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Em 2023, uma expedição submarina buscou identificar as condições ambientais de Taam Ja’, cujos dados foram publicados na última segunda-feira (29) no periódico científico Frontiers in Marine Science. Um perfilador de condutividade, temperatura e profundidade foi usado — o equipamento vem com uma série de sondas que avaliam e transmitem propriedades das águas locais.

Várias camadas aquáticas diferentes foram reveladas, como uma que fica a 400 m e apresenta temperatura e salinidade semelhantes às do Mar do Caribe e das lagoas de coral na costa. Isso, segundo os pesquisadores, indica que o buraco azul pode ser conectado ao oceano por uma rede de túneis e cavernas ainda desconhecidas.

De início, o Taam Ja’ foi medido usando um ecobatímetro, aparelho que envia ondas de som até o fundo da água e mede a velocidade com que retornam para calcular a distância. Há limitações no procedimento, no entanto, já que a densidade da água em buracos azuis pode variar e cada um deles pode ter formatos inesperados, não sendo totalmente verticais.

Com o perfilador de profundidade, a medição foi mais precisa, mas ainda não conseguiu atingir o fundo da estrutura subaquática. O equipamento tem um alcance de 500 metros, mas o cabo se moveu por conta de correntes de água ou colidiu com alguma rocha, já que acabou parando a 420 metros, de acordo com os cientistas. Para as próximas pesquisas no local, o plano é chegar até o fundo e explorar a rede de cavernas e túneis de Taam Ja’ — talvez até sua biodiversidade.

Fonte: Frontiers in Marine Science