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Espanha inaugura programa piloto para classificar e nomear ondas de calor

Por| Editado por Rafael Rigues | 27 de Junho de 2022 às 16h34

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Gerd Altmann/Pixabay
Gerd Altmann/Pixabay

A Espanha acaba de implementar o que descreve como o primeiro programa do mundo para enfrentar ondas de calor mortíferas. Revelado na semana passada, em meio a recordes de altas temperaturas no país, o programa piloto proMETEO Sevilla conta com um sistema voltado para a classificação e definição de nomes para ondas de calor, de forma parecida como é feito com furacões.

Com origem em Sevilha, o programa é uma colaboração entre o governo da cidade, universidades, institutos de pesquisa e a Extreme Heat Resilience Alliance (“Aliança de Resiliência no Calor Extremo”, em tradução livre), uma iniciativa voltada para o combate ao calor urbano mortal. A Aliança incentiva que governos locais e agências climáticas no mundo estabeleçam sistemas de classificação e deem nomes para as ondas de calor.

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Segundo a instituição, isso amplia a conscientização do público sobre os perigos do calor extremo, ajudando comunidades a implementar planos de resposta mais eficientes. Pensando nisso, as organizações parceiras passaram meses trabalhando com cientistas e conselheiros para criar uma metodologia para classificar as ondas de calor, e chegaram a um sistema que vai da Categoria 1 à 3, esta última voltada para o calor extremo.

Para a classificação, o sistema considera diferentes variáveis, como as temperaturas do dia e da noite, a umidade do ar e os efeitos de saúde esperados nos moradores de Sevilha. Cada parâmetro está relacionado a serviços públicos, como alertas climáticos, campanhas de informação de saúde, centros de resfriamento para a população, envio de equipes de saúde para acompanhar moradores em situação de risco, entre outros esforços.

As ondas de calor que chegarem à Categoria 3 vão receber nomes em ordem alfabética inversa (de Z a A.) Os primeiros nomes usados serão Zoe, Yago, Xenia, Wenceslao e Vega, e devem ser usados já a partir da próxima onda que atenda aos requisitos. O programa piloto deverá durar 12 meses, e os resultados serão analisados durante a conferência anual sobre mudanças climáticas, realizada pelas Nações Unidas.

A iniciativa surge em um momento em que a Espanha vem enfrentando temperaturas extremas há semanas — no vale do Guadalquivir, em Sevilha, os termômetros chegaram a 40 ºC no início de junho. Segundo o serviço meteorológico da Espanha, o calor foi anormalmente persistente e precoce para a estação. O calor extremo é considerado um dos eventos climáticos mais mortais, e afeta principalmente populações mais vulneráveis.

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Fonte: proMETEO Sevilla; Via: Scientific American