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Saddam Hussein, Bill Clinton e Thatcher: os personagens reais de COD Black Ops 6

Por| 28 de Maio de 2024 às 14h36

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Activision Blizzard
Activision Blizzard

O primeiro teaser do novo Call of Duty: Black 6 pode não ter mostrado nada da jogabilidade do game, mas deu uma boa noção do que a gente pode esperar de sua trama, principalmente ao trazer algumas figuras históricas. Ex-presidentes, ditadores e chefes de estados, como Bill Clinton e Saddam Hussein, aparecem rapidamente na peça promocional e dão uma bela dica do que está por vir.

Essas participações especiais não são novidade na franquia. O ex-presidente americano Richard Nixon já aparecia no primeiro Call of Duty: Black Ops, enquanto Ronald Reagan fez uma participação tanto em Black Ops II quanto no recente Black Ops: Cold War. E, por isso mesmo, as menções a essas lideranças políticas no teaser se tornam tão significativas.

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Afinal, o fato de termos Saddam Hussein, Bill Clinton e George Bush dividindo os poucos segundos do vídeo situa de forma bastante precisa o momento que Black Ops 6 vai se passar. Ao que tudo indica, devemos ver um conflito ambientado no início da década de 1990, possivelmente próximo à Guerra do Golfo. 

Qual a história de Call of Duty: Black Ops 6?

Até o momento, nem a ActivisionBlizzard e muito menos a Microsoft detalharam qual será a trama do novo jogo. No máximo, há a menção ao mote principal da campanha, que vai girar em torno da ideia de que “a verdade mente”.

Essa é uma frase que é repetida algumas vezes no teaser em live-action divulgado pelas empresas no anúncio de que Call of Duty: Black Ops 6 chegará em seu lançamento ao Xbox Game Pass. Na fala das várias lideranças políticas representadas em meios às sombras, há a ideia de que há uma grande conspiração em curso no mundo e que a verdade das coisas jamais foram públicas.

“A verdade é que toda a sua vida foi uma mentira”, afirma o ex-presidente Bill Clinton em determinado momento. “Nada é o que parece”, completa o ditador iraquiano Saddam Hussein. “Mas se é a verdade que você procure, olhe para o escuro”.

São frases bem enigmáticas, mas que constroem essa ideia de algo feito nos bastidores e longa dos olhos da opinião pública. Em determinado momento do teaser, há a explicação mais significativa disso tudo, dada por algum militar de alta patente escondido nas sombras: “Vocês queriam a paz, então nós escondemos a guerra. E agora ela está fora de controle nas sombras”.

Essa descrição combina muito bem com o espírito da série Black Ops, que é conhecida justamente por trazer histórias de forças clandestinas lidando em conflitos de forma não oficial. E, ao que tudo indica, a Guerra do Golfo é perfeita para trabalhar toda essa temática.

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O que foi a Guerra do Golfo?

A Guerra do Golfo foi um conflito travado entre os anos de 1990 e 1991 na região do Golfo Pérsico após o Iraque ocupar e anexar parte do território do Kuwait. Entre as motivações da invasão estava o posicionamento estratégico do Kuwait, que garantia ao governo de Bagdá uma saída para o mar, além de questões econômicas envolvendo os dois países após a Guerra Irã-Iraque, de 1988.

Como represália, o Conselho de Segurança da ONU impôs sanções econômicas ao governo de Saddam Hussein e uma coalizão liderada pelos Estados Unidos enviou tropas ao país para resolver a questão. É aí que as figuras que aparecem no teaser de Black Ops 6 ganham sentido. 

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Nessa época, George Bush era o presidente dos Estados Unidos e, com o apoio da então premier britânica Margaret Thatcher, conseguiu formar uma aliança militar para combater as tropas iraquianas. Essa coalizão ocidental foi uma das maiores alianças desde a Segunda Guerra Mundial, unindo forças americanas e britânicas, mas também da França, Egito, Arábia Saudita, Canadá, Itália e até Coreia do Sul e Dinamarca. Ao todo, foram mais de 30 países que se opuseram ao Iraque.

Só que há um tempero a mais nessa história toda — e que parece combinar bem com o que o novo Call of Duty vem apresentando. A Guerra do Golfo é o primeiro grande conflito depois do fim da Guerra Fria e o primeiro a contar com uma cobertura jornalística quase em tempo real. Assim, ao contrário de tudo o que o mundo tinha visto até então, era uma guerra extremamente midiatizada.

Como Black Ops 6 entra nisso

Passada essa rápida aula de história, é hora de juntar as peças e tentar desvendar o que o novo Call of Duty: Black Ops 6 deve apresentar em sua trama. E embora a Guerra do Golfo pareça ser uma aposta certeira, há algo mais sugerido pelo teaser.

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O fato de a guerra contra o Iraque ter sido um dos primeiros conflitos mais midiatizados ganha um contorno mais sombrio diante das falas que o vídeo traz. Afinal, se o que vimos já foi impactante o bastante, parece que isso era apenas a superfície de uma guerra ainda maior. Como é dito em determinado momento, a guerra só foi escondida para vender a ideia de uma falsa paz.

Assim, o enredo de Black Ops 6 deve mostrar essa operação clandestina que teria acontecido para longe das câmeras da mídia. E é aí que a presença de Bill Clinton parece ganhar relevância, já que ele se torna presidente dois anos após a Guerra do Golfo, em 1993. Tanto que ele é quem aparece aqui falando sobre a vida ser uma mentira, quase como se estivesse tornando público esses segredos de Estado.

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Por isso mesmo, o novo Call of Duty pode trazer uma conotação política bem mais pesada do que seus capítulos anteriores, até por envolver figuras que ainda são relevantes no cenário atual ou cujo papel na História segue reverberando ainda hoje. 

George Bush ainda é um nome relevante no cenário republicano da política norte-americana, seja por sua atuação na Guerra do Golfo ou pelo legado que transmitiu ao seu filho George W. Bush, que comandou o país a partir de 2001. 

Da mesma forma, a ex-premier britânica Margaret Thatcher segue sendo um nome forte do conservadorismo e muito controversa em todo o mundo. Apelidada de Dama de Ferro,ela faleceu em 2013 e sua morte foi lamentada e comemorada na mesma medida, o que ilustra bem como ela era encarada dentro e fora do Reino Unido.