Parceiras de fabricantes de DRAM anunciaram aumento de até 30% em seus serviços
Por Raphael Giannotti |

A crise de DRAM não deve terminar tão cedo, é o que aponta diferentes empresas do ramo. Alguns até dizem que 2026 será o ápice negativo, algo que começamos a ver já nos primeiros dias do ano. Segundo uma reportagem do portal chinês UDN, empresas que fazem o empacotamento e testes de módulos de memória já anunciaram reajustes de preços dos seus serviços, chegando até a 30% mais.
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Micron, SK hynix e Samsung são as maiores e mais requisitadas fabricantes de DRAM, componente que está na memória RAM, seja DDR4 ou DDR5, além de memórias HBM, amplamente requisitada por data centers de IA e um dos motivos que levou a essa crise recente. Por isso, elas terceirizam a etapa de empacotamento e testes desses componentes.
Demanda por essa etapa da produção de DRAM só cresce
A Powertech, parceira da Micron, é uma delas. A empresa vai reajustar os valores da sua prestação de serviço por conta da alta demanda por parte de seu cliente, que também está sendo pressionado por quem precisa desse tipo de produto, incluindo NVIDIA e Intel, entre outras.
Além dessa empresa, ChipMOS e Walton são outras duas grandes e todas elas funcionam em Taiwan. Elas podem ser as maiores quando o assunto é empacotamento e testes de DRAM, mas algumas empresas chinesas menores também estão com a demanda acima do normal. Isso, claro, refletirá para o consumidor em algum momento.
Todo essa cadeia de acontecimentos está gerando um efeito em cascata extremamente negativo para o componente memória RAM, seja para o consumidor comum ou para as empresas. Para nós, simples mortais, pagar mais de R$ 1.500 em um pente de 16 GB DDR5 é loucura. A situação é melhor no caso de DDR4, que ainda tem pentes de 16 GB abaixo de R$ 500, que já representa o dobro em relação ao período anterior aos aumentos.
Para empresas que precisam comprar um grande volume de memória RAM, a coisa não tem sido tão fácil também. Na China, caixas com 100 pentes de 256 GB DDR5 tem custado até mais do que um imóvel. Por isso, a demanda tem caído, já que empresas menores não tem tido condições de arcar com esse tipo de custo.
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Fonte: UDN