Intel adia processadores de 7 nm para o final de 2022

Por Felipe Demartini | 24 de Julho de 2020 às 10h44
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A Intel anunciou nesta semana mais um gigantesco adiamento no lançamento de seus chips com litografia de 7 nm, jogando a previsão de chegada desses componentes para até o primeiro semestre de 2023. A informação, que veio no relatório fiscal da companhia com os números do segundo trimestre de 2020, adiciona pelo menos mais um ano à já atrasada previsão anterior da empresa.

O atraso está relacionado a problemas no processo de fabricação dos componentes, cuja qualidade não estava de acordo com o esperado pela marca. A explicação foi dada por Bob Swan, CEO da Intel, que também anunciou uma mudança de estratégia, com a empresa passando a trabalhar ao lado de fabricantes parceiras em alguns segmentos de mercado para poder acelerar o lançamento dos processadores.

Essas uniões também servirão para que a empresa combine componentes produzidos externamente com os seus próprios, de forma a agilizar o processo. Um exemplo está na também atrasada geração Ponte Vecchio de GPUs para supercomputadores. Também de 7 nm, os chips têm estimativa de chegar ao mercado até o começo de 2022, podendo dar as caras ainda no final deste ano, mas esta não foi uma hipótese confirmada pela companhia, que aguarda resultados e estimativas antes de fechar uma previsão mais concreta.

O acúmulo de atrasos fará com que a nova geração de processadores da Intel possa levar quase dois anos a mais para chegar ao mercado. Originalmente, a previsão da empresa era que eles dessem as caras neste segundo semestre, mas em março a fabricante anunciou um adiamento para o final de 2021. Agora são pelo menos mais 12 meses de atraso, senão mais, caso a estimativa de 2023 se concretize.

A informação é boa para a AMD, que viu suas ações terem alta de 4,75% após o fechamento do pregão desta quinta-feira (23). A empresa já possui chips com litografia de 7 nm disponíveis no mercado consumidor, tanto na forma de processadores quanto de GPUs, e deve se manter como tal por, pelo menos, mais dois anos até que a rival dê as caras no mercado com soluções semelhantes.

Apesar desta má notícia, tudo corre de acordo com o planejado no restante da empresa. A 11ª geração de chips, da família Tiger Lake e baseada em litografia de 10 nm++, deve chegar às lojas no final deste ano em notebooks de marcas parceiras. A 12ª geração de CPUs para desktop, batizada de Alder Lake, também deve dar as caras no final deste ano, chegando aos laptops logo depois.

Fonte: Intel

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