Como escolher um bom roteador

Como escolher um bom roteador

Por Victor Carvalho | Editado por Wallace Moté | 20 de Agosto de 2021 às 10h40
Alesmunt/Canva

Roteadores são o centro da internet na sua casa, fornecendo conexão para todos os dispositivos e levando sinal até os quartos mais distantes, e se você está tendo problemas com o Wi-Fi, talvez seja hora de atualizar seu roteador para garantir maiores velocidades e uma rede mais estável.

De nada adianta ter a internet mais veloz da cidade ou planejar uma casa inteligente se seu roteador não comporta todo o volume de tráfego de rede ou leva uma eternidade para conectar novos dispositivos à rede. Para evitar dores de cabeça, confira os principais pontos que você deve considerar na próxima vez que comprar um roteador.

2,4 GHz e 5 GHz: qual a diferença?

Os roteadores mais recentes costumam operar simultaneamente em duas frequências de onda e dividem a rede Wi-Fi em duas, criando uma para uso em 2,4 GHz e outra para uso em 5 GHz.

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Rede de 5 GHz é mais poderosa, mas alcance é menor (Imagem: Reprodução/Xiaomi)

A primeira é a mais comum, uma vez que o padrão em 2,4 GHz opera em ondas de maior comprimento, permitindo que mais área seja coberta pelo Wi-Fi e toda a residência possa estar conectada com apenas um roteador. Entretanto, tal frequência possui maior interferência de computadores, caixas de som e telefones, limitando a transmissão de dados, além de oferecer uma capacidade menor de transferência e maior latência, resultando em possíveis travamentos em serviços de streaming e jogos online, por exemplo.

Já a segunda, de 5 GHz, tem menor comprimento de onda para frequência maior, operando em uma faixa praticamente exclusiva que possui pouca interferência. Por isso, o resultado é uma internet com conexão mais estável, mais veloz e com possibilidade de transferência em velocidades Gigabit (1 Gbps ou mais), entretanto, tem alcance menor e dificuldade em passar por obstáculos como paredes.

Roteador Mesh para levar Wi-Fi a todos os cantos

Rede Mesh oferece mais estabilidade com múltiplos pontos de conexão (Imagem: Reprodução/Intelbras)

Para contornar a limitação de distância do Wi-Fi de 5 GHz em grandes lares, foi criada a tecnologia Mesh, um avanço em relação ao clássico método de utilizar diferentes roteadores em modo de Repetidor.

Com a rede Mesh, dois, três ou mais roteadores trabalham em forma de malha para sustentar a conexão mesmo quando houver instabilidades e para cobrir uma área maior com internet de alta velocidade. Assim, apenas uma rede Wi-Fi é exibida em toda a casa, simplificando a conexão.

(Imagem: Divulgação/Huawei)

Com a tecnologia se tornando cada vez mais popular, você já pode encontrar diversas opções com valores mais acessíveis que permitem com que você cubra seu lar com o preço de roteadores tradicionais.

Alguns ainda podem conhecer o termo de roteador "quebra-parede", e foi exatamente para responder as dúvidas sobre esse tipo específico que o Canaltech produziu um vídeo inteiramente dedicado a ele. Clique aqui e saiba mais.

Quanto mais antenas, melhor o roteador?

(Imagem: Reprodução/TP-Link)

Você já deve ter se deparado com roteadores de duas, quatro, seis e até mesmo oito antenas em seu corpo, mas em vez de oferecer mais velocidade, o número maior de antenas representa uma melhor qualidade do sinal, aumentando o alcance máximo e oferecendo mais estabilidade.

Modelos mais recentes com a tecnologia MIMO permitem um gerenciamento inteligente das antenas, permitindo que algumas sejam utilizadas apenas para enviar sinal Wi-Fi e outras sejam dedicadas para receber os sinais.

Vale investir em roteador com Wi-Fi 6?

A tecnologia avança rápido, mas nem sempre ela chega de forma tão imediata — ou tão acessível — aos consumidores brasileiros. Uma dessas novidades acaba sendo o novo Wi-Fi 6 com padrão IEEE 802.11ax com velocidades de até 11 Gbps e que detalhamos nesta matéria dedicada.

O único "problema" do Wi-Fi 6 é que ainda não existe internet residencial suficiente para tirar proveito da capacidade do modem. Mesmo garantindo internet Gigabit de extrema velocidade, a gigantesca maioria dos lares brasileiros ainda ficam na casa dos Megabit com uma média de 100 Mbps segundo estudo mais recente da Ookla.

Casa inteligente com muitos dispositivos conectados

(Imagem: Reprodução/AFP Relaxnews)

Com a popularização de caixas de som inteligentes com assistentes virtuais como o Amazon Echo com Alexa, Google Nest com Assistente e Apple HomePod com Siri, o acesso à casa inteligente com diversos dispositivos eletrônicos conectados ao mesmo tempo se torna cada vez mais fácil.

Somando isso aos eletrônicos como notebooks, celulares, consoles e Smart TVs conectados em um único roteador mais antigo e com tecnologias desatualizadas, temos o motivo de sua ótima internet ser tão instável.

Para casos como esse a rede Wi-Fi Mesh dual band é novamente aconselhada, uma vez que dispositivos pessoais são alocados na rede de 5 GHz e o gerenciamento de dispositivos inteligentes é feito na rede 2.4 GHz, desafogando o tráfego para que a internet não engasgue.

Outros detalhes que podem influenciar na conexão instável

(Imagem: Reprodução/Positivo)

Caso você possua uma internet com conexão acima de 100 Mbps será necessário comprar um roteador com porta Gigabit para aproveitar todo o potencial que seu provedor entrega, pois caso contrário o aparelho não "entenderá" que possui uma conexão mais forte e limitará a rede nesse patamar.

E nem só de roteador é feita a internet domiciliar. Para usufruir de tecnologias mais recentes como o Wi-Fi 6 e suas altas velocidades é necessário garantir que dispositivos como notebooks e smartphones tenham suporte à novidade.

Também é de extrema importância ter as versões de software mais recentes, uma vez que sistemas operacionais antigos ficam defasados e perdem suporte às tecnologias lançadas nos últimos anos. Além disso, o uso de versões de software beta pode apresentar instabilidade por estar em fase de testes, influenciando velocidade e estabilidade da conexão em seu dispositivo.

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