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China e Japão subsidiam US$ 1,5 bilhões para TSMC e JASM

Por| Editado por Jones Oliveira | 08 de Março de 2024 às 19h26

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Divulgação/TSMC
Divulgação/TSMC

Segundo relatório recente, China e Japão aumentaram consideravelmente seus investimentos no mercado de semicondutores. Os subsídios somados dos dois países atingiram a marca de US$ 1,5 bilhões, um crescimento de 5,74 vezes ano a ano, direcionado principalmente à grandes fundições asiáticas, como a JASM (Japan Advanced Semiconductor Manufacturing) e TSMC.

O movimento é extremamente significativo para essas empresas, uma vez que os subsídios provenientes dos EUA, apesar de ainda existirem, vem diminuindo. A Lei dos Chips, que prevê benefícios fiscais e investimentos, continua em vigor, mas as fatias dessa verba estão cada vez mais voltadas para expandir fundições de empresas nacionais em territórios estrangeiros e menos na implantação de empresas internacionais em solo estadunidense.

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Mercado polarizado

Em 2020, o governo dos EUA chegou a garantir cerca de US$ 12 bilhões à TSMC para trazer fábricas para o país na tentativa de assegurar uma boa cadeia de abastecimento para de empresas que dependem do silício da taiwanesa. Contudo, com a entrada forte da Intel no mercado de fabricação de semicondutores, boa parte dos investimentos passaram a ser destinados no fluxo reverso, expandindo fundições estadunidenses em países como México, Irlanda e Israel.

Com isso, as fábricas asiáticas passaram a depender cada vez mais de governos regionais para continuar seus projetos de expansão. Apesar de isso não significar, necessariamente, corte de relacionamento, tanto que a própria Intel ainda tem acordos com a TSMC para produtos específicos, o movimento acaba criando uma polarização no setor de fundições.

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Isso porque, naturalmente, países com maior volume investido tendem a ter preferência em contratos futuros para abastecer indústrias locais com chips.