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CEO da Intel descarta CPUs ARM da Nvidia e AMD como ameaças

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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Wallace Moté/Canaltech
Wallace Moté/Canaltech
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Durante divulgação de resultados financeiros a investidores, Pat Gelsinger, CEO da Intel, comentou sobre os projetos da Nvidia e AMD de lançar processadores ARM para PC. Segundo ele, a iniciativa não representa ameaça para a Intel, e tampouco interfere no atual planejamento interno da empresa.

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As CPUs baseadas na arquitetura ARM já são uma realidade no PC, mas salvo pelos dispositivos da Apple, com ecossistema próprio, elas se mantêm um produto de nicho. O presidente executivo do Time Azul ainda relembrou que a própria Intel chegou a lançar CPUs ARM em 2012, mas nunca avançou muito com os projetos por falta de demanda.

“Clientes com alterativas ARM e Windows, geralmente, representam papéis bem insignificantes no mercado de PCs”, afirmou Gelsinger.
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Mais desempenho e eficiência energética

Desde que a Apple abandonou o padrão x86 — e os processadores Intel Core — em 2020, suas linhas de Macbooks, MacPro e iPads vêm recebendo excelentes críticas. Muito disso porque a arquitetura, adotada amplamente em smartphones, entrega excelente desempenho e é mais eficiente energeticamente que o padrão x86 (x64).

Por essa razão, inclusive, analistas do mercado acreditam que a transição para a arquitetura é inevitável, e o movimento da Nvidia e AMD só reforça essa tendência. Recentemente, a Intel fechou parceria com a ARM para acelerar o desenvolvimento de sua litografia em 1,8nm, sugerindo que, mesmo com afirmações de Gelsinger, a Intel também está, até certo ponto, ensaiando essa migração.

Desde os processadores Intel Alder Lake de 12ª geração, a empresa já adotou arquitetura de CPU híbrida big.LITTLE. Apesar de ainda serem, essencialmente, CPUs x86, é provável que a empresa esteja apenas segurando uma migração oficial para o momento que houver uma pressão maior do mercado.

Vale lembrar que algo similar aconteceu com a contagem de núcleos. Por algumas gerações ela ficou travada em quad-core, mesmo nos modelos topo de linha, até que a AMD lançasse seus processadores Ryzen com contagem superior desde as CPUs de entrada.

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