6 dicas para fugir dos preços altos das memórias RAM
Por Raphael Giannotti |

Montar um PC gamer em 2026 já está sendo difícil nos primeiros dias e a previsão é que a situação piore. Se você tem acompanhado as notícias da indústria de hardware, viu que o mercado de memória RAM entrou em colapso no final do ano passado, com preços dobrando em questão de semanas.
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A culpa, como de costume ultimamente, é da IA. A demanda gigantesca por data centers e componentes para servidores fez com que as fabricantes priorizassem tecnologias como HBM e DDR5, deixando a memória convencional — aquela que usamos no nosso PC doméstico — escassa e cara.
Mas nem tudo está perdido (pelo menos não ainda). O PC gamer brasileiro sempre dá um jeito, e se o orçamento está apertado, o segredo é saber onde cortar sem sacrificar (muito) o desempenho. Separamos 6 dicas para você driblar essa alta e conseguir montar ou atualizar sua máquina.
1. DDR4 ainda é uma das melhores saídas
Eu sei, todo mundo quer ter a tecnologia mais nova. Mas a verdade é que, para jogos, a memória DDR4 ainda é muito competente e existem inúmeros testes internet afora comprovando isso. A tecnologia DDR4 continua sendo mais interessante financeiramente, já que a mudança para DDR5 muitas vezes não justifica o custo extra pelo pouco incremento de performance bruta em games.
Se você vai montar um setup Intel (LGA-1700) ou ainda aposta na plataforma AM4 da AMD, ficar em DDR4 pode salvar uma boa fatia do seu orçamento para investir onde realmente importa: a placa de vídeo.
2. 16 GB é o novo teto
Com os preços nas alturas, especialmente se tratando de DDR5, talvez não seja a hora de ostentar 32 GB ou 64 GB de RAM "só por garantia". Para a grande maioria dos jogos atuais, incluindo lançamentos, 16 GB ainda dão conta do recado.
Uma configuração dual-channel com dois pentes de 8 GB vai entregar bastante desempenho e estabilidade para sua jogatina. Focar nesse "sweet spot" evita que você gaste o dobro em capacidade que talvez nem utilize agora (a não ser que seja para uso profissional).
3. Esqueça o RGB (por enquanto)
Pode parecer pouco, mas em tempos de crise, o "imposto RGB" faz diferença. Módulos de memória com dissipadores complexos e iluminação LED personalizável adicionam um custo extra que os modelos "sem roupa" ou com dissipadores simples estão livres.
Lembre-se: os FPS que uma memória de 5200 MHz entrega é o mesmo, brilhando ou não. Se o gabinete for fechado ou se você não ligar para estética, opte pelos modelos mais sóbrios. Claro, dissipadores existem para melhorar a temperatura, mas basta deixar os módulos com suas configurações de fábrica que não existem riscos.
4. Não precisa de DDR5 "hipersônica"
Se você já está na plataforma AM5 ou nos Intel mais novos e precisa usar DDR5, não caia na armadilha de comprar os kits com frequências altíssimas como 7200 MHz ou mais.
Além de serem consideravelmente mais caros (diferença pode passar de R$ 1.500), esses kits exigem placas-mãe topo de linha para ficarem estáveis. Kits de entrada DDR5 (4800 MHz ou 5200 MHz) já oferecem a largura de banda necessária para os sistemas modernos sem cobrar o preço "premium" dos modelos de entusiasta.
5. Memórias usadas podem salvar seu bolso
Se o preço na loja está proibitivo, olhar para o lado pode ser a solução. Memórias RAM são componentes bastante duráveis por não possuírem partes móveis, o que as torna muito mais seguras de se comprar usadas do que uma placa de vídeo ou uma fonte, por exemplo.
Muitos entusiastas (ou quem tem orçamento ilimitado) costumam trocar de kit frequentemente para pegar modelos com frequências maiores ou latências menores, vendendo seus pentes antigos — muitas vezes seminovos — por valores bem abaixo do varejo. Mas em época de crise, é preciso ficar esperto com a possibilidade de preços abusivos mesmo nesse mercado. Além disso, muito cuidado com golpes.
6. Fique de olho na plataforma base
A escolha da placa-mãe dita qual memória você vai usar. Antes de comprar o processador, verifique se há disponibilidade de placas-mãe híbridas ou versões DDR4 para o chip que você escolheu. O equilíbrio entre custo e benefício começa no planejamento da base do setup. Às vezes, economizar na RAM permite pegar uma placa-mãe mais robusta, garantindo longevidade para o sistema.
Talvez você já tenha pensado: "bem na minha vez". Essa crise era prevista pela indústria, mas pegou os consumidores de surpresa quando a bolha começou a estourar em meados de setembro do ano passado. A expectativa é que a situação fique pior no decorrer de 2026. Portanto, se realmente puder investir em memória RAM agora, invista.
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