COVID-19: como se proteger de golpes no celular que utilizam malwares

Por Felipe Ribeiro | 17 de Março de 2020 às 10h00
Daily Express

Nem mesmo a crise do novo coronavírus foi capaz de impedir que bandidos cibernéticos se aproveitassem dessa situação para levar vantagem e prejudicar a população pelo mundo com ataques coordenados em smartphones.

Aqui no Brasil, por exemplo, tivemos um caso caseiro de um trojan bancário (visa roubar as credenciais de Internet Banking) que está escondido em um falso vídeo que tenta atrair as vítimas oferecendo a gravação (acelerada) da construção de um hospital chinês que durou sete dias.

Saiba mais sobre o novo coronavírus no Canaltech:

Essas invasões acontecem não apenas pela má intenção dos criminosos, mas também devido à falta de cuidado dos usuários. A pandemia da COVID-19 faz com que as pessoas acessem mais a internet em busca de informações e alguns desses canais são terrenos férteis para ataques. Outro exemplo, este ao nível global, é o CovidLock, um ransomware que tenta atrair vítimas através de um falso aplicativo que teria um mapa em tempo real de proliferação da COVID-19.

Se a pessoa instalar esse aplicativo, ele "sequestra" o celular e solicita um "resgate" em Bitcoins em 48 horas para desbloquear os dados do smartphone. Para evitar este tipo de problema, veja algumas medidas básicas que você pode tomar para que isso não ocorra:

Instale um antivírus e faça varreduras frequentes

Existem muitos antivírus bons no mercado e que são perfeitamente capazes de proteger o seu smartphone contra malwares e ransomwares. Depois de escolher seu protetor de preferência, faça varreduras frequentes para verificar se o seu aparelho não está infectado.

Aplicativos de lojas oficiais

Essa é uma ordem básica, mas de fundamental importância. Evite ao máximo instalar APKs de sites não-confiáveis e que estejam alocados fora das lojas oficiais de aplicativos do Android e do iOS. Ao fazer isso, você utilizará aplicativos que foram verificados e estão seguindo todas as normas de segurança das plataformas.

Cuidado com anúncios falsos / Imagem: Domain Tools

Ainda com relação às lojas oficiais, a Google Play Store possui um mecanismo de defesa chamado de Google Play Protect, que é uma espécie de antivírus interno da loja de apps da Google.

Além disso, privilegie informações e programas de instituições reconhecidas ou oficiais. Caso você tenha dúvidas sobre o coronavírus, por exemplo, o Ministério da Saúde lançou um app oficial com tudo o que você precisa saber sobre esta crise.

Correntes de WhatsApp? Nem pensar!

Os 'tios e tias do zap' não são hackers, é verdade, mas podem ajudá-los com a propagação de vírus diversos por meio do WhatsApp. Um exemplo pode ser o mesmo que falamos acima sobre o trojan bancário brasileiro: esse vídeo do tal hospital chinês chega por meio do mensageiro e pode roubar suas informações de acesso aos bancos.

Exemplo de imagem usada em fake news / Imagem: Kaspersky

Para evitar isso, evite clicar em links que venham em correntes e mensagens encaminhadas, sobretudo se for de pessoas desconhecidas. Caso você tenha feito isso, use e abuse dos antivírus, que vão tratar de eliminar o problema para você.

Verifique a extensão de arquivo

Se você, por um acaso, clicou em qualquer link suspeito ou recebeu algum e-mail com origem duvidosa, verifique se o arquivo que o sistema te sugerir baixar tem as extensões .exe, .lnk ou .msi Se eles aparecerem, é certo que você será vítima de um golpe e seu celular será infectado. Caso algum download acidental ocorra, passe o antivírus de imediato.

Fonte: Domain Tools, Kaspersky (1 e 2)

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.