The Elder Scrolls V: Skyrim para Switch é mais um acerto da Bethesda [Análise]

Por Eduardo Hayashi | 29 de Novembro de 2017 às 12h51

Mais uma promessa da Nintendo desde os primeiros anúncios do Switch foi cumprida: The Elder Scrolls V: Skyrim, um dos RPGs ocidentais mais elogiados e premiados de todos os tempos, finalmente foi lançado para o console híbrido.

Enquanto Doom para o Switch explora todos os conjuntos de possibilidades técnicas de jogabilidade dos consoles atuais, com a sua versão original lançada em 2016, Skyrim, lançado em 2011, chega ao console da Big N envolto em algumas dúvidas: será que o período de 6 anos não foi suficiente para que o jogo perdesse a sua relevância no meio de tantos outros títulos atuais?

O melhor a ser feito é mergulhar novamente no mundo medieval e fantástico do game e ver do que ele é capaz no console da Nintendo. Confira a nossa análise de The Elder Scrolls V: Skyrim para Switch!

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Enredo simples e mundo muito vasto para explorar

Quando digo que The Elder Scrolls V: Skyrim possui um enredo muito simples, não me levem a mal, pois acredito que a verdadeira intenção dos criadores do game era justamente colocar o jogador em um universo em que suas decisões e interação com o ambiente e os personagens propiciem momentos de pura liberdade, aproveitando o melhor que os games de mundo aberto têm a oferecer.

No mapa de Skyrim há inúmeros pontos de interesse e locais a se visitar, cada um com suas características próprias: diferentes habitantes, raças, fauna e flora, e paisagens exuberantes. Sim, mesmo para um título de 2011, explorar o vasto mapa do jogo ainda é uma experiência extremamente satisfatória.

Quests? Aqui temos um montão delas, desde as mais corriqueiras a outras que podem causar mudanças consideráveis na forma como as diferentes facções e nações de Skyrim lidam com a sua presença. Na verdade, as missões opcionais do jogo chegam a ser tão marcantes quanto aquelas que fazem parte da história central, sendo este aspecto um dos maiores trunfos de The Elder Scrolls V.

Os vilarejos espalhados por Skyrim também são outro destaque, oferecendo locais com sua própria economia e que podem ser influenciados por suas ações ao longo da jogatina. Há também a possibilidade de faturar uma grana extra ao arrumar um emprego e se envolver com atividades de mineração, agricultura, culinária, entre outras.

Pense em todas essas possibilidades que Skyrim pode proporcionar, some isso aos dois DLCs Hearthfire e Dawnguard — inclusos da versão do game para Switch — e você terá um dos games mais amplos que pode ser curtido em um portátil.

Experiência completa, incluindo os bugs

Quando falamos de jogos de mundo aberto, há uma “tradição” que dificilmente é quebrada: a presença de indesejáveis bugs. E em Skyrim temos isso também. A ideia aqui é trazer a experiência completa do game, e isso inclui as famigeradas falhas, algumas bem engraçadas, outras trágicas, sendo que boa parte consiste em situações em que os NPCs se comportam de forma estranha ou em momentos em que monstros surgem em locais bem inusitados.

Outro fator incômodo é a forma como o recurso de salvamento de progresso automático funciona no game, registrando saves em situações desfavoráveis em que, por exemplo, você se encontra cercado por uma horda de inimigos e sem oportunidades de fuga. Para contornar frustrações desse tipo, a melhor saída é optar sempre pelo salvamento manual durante as missões, e isso também vale para as viagens longas.

Dovahkiin de Master Sword!

O port de Skyrim para Switch recebeu algumas novidades que, inclusive, foram apresentadas durante os primeiros vídeos do console da Nintendo.

O primeiro dos destaques é a compatibilidade com os amiibos, os bonecos interativos com tecnologia NFC, que aqui permitem conjurar baús com conteúdos aleatórios sempre que o recurso é ativado. Para acessar esta função basta ir à seção “Magic” e ativá-la, posicionando o seu amiibo no Joy-Con direito. Dessa forma, há uma pequena chance de você ser recompensado com algumas das partes do traje Champions’s Tunic ou até mesmo obter o Hylian Shield ou a lendária Master Sword.

Outra implementação interessante no game é o uso dos sensores de movimento dos Joy-Cons para realizar alguns comandos durante a jogatina. Neste ponto, a melhor utilização de todas foi a de lockpicking, que são aqueles minigames em que somos desafiados a destrancar portas e baús com um par de grampos, oferecendo uma precisão muito maior em relação ao método convencional.

Outra boa utilização dos controles do Switch em Skyrim é nos momentos em que é possível utilizar o Joy-Con direito para mirar, algo que pode fazer muita diferença em momentos em que é necessário acertar um alvo muito distante.

No entanto, não podemos dizer o mesmo das, batalhas no modo em que os controles ficam separados do console, uma vez que as movimentações que realizamos não refletem diretamente nos ataques dentro do jogo, apresentando também atrasos consideráveis que prejudicam a experiência.

Por fim, e não menos importante: a performance de Skyrim está incrível. No modo portátil, podemos admirar os inúmeros pontos inesquecíveis do game em resolução de 720p e a 30 fps. Já no dock, o console consegue aumentar essa qualidade para 900p, sem apresentar travamentos irritantes que atrapalhem a sua aventura. O port é um primor técnico em aspectos de otimização.

Veredito

Mesmo se considerarmos que todas as características datadas e limitações técnicas de The Elder Scrolls V: Skyrim, bem como a ausência do upgrade gráfico dos mods para PC e das versões aprimoradas de Playstation 4 e Xbox One, é muito mais que justificada a presença do título no híbrido da Nintendo. Explorar o mundo gigantesco de Skyrim continua sendo uma experiência sem igual, ainda mais quando podemos levar ela para qualquer lugar.

Mais um ponto para a Bethesda, que pouco depois da incrível versão de Doom para Switch conseguiu impressionar novamente com um port digno para o console da Nintendo, e sem decepcionar em aspectos de performance. Quer reviver os momentos épicos do game ou ter o seu primeiro contato com a série The Elder Scrolls? Então a minha recomendação é pegar o game o quantos antes!

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