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Análise | Carrion inverte conceito e temática de terror em metroidvânia honesto

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Devolver Digital
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Carrion é um jogo cuja temática quer inverter os papéis numa narrativa de terror. Enquanto em tramas convencionais de horror, a batalha acontece contra o vilão; neste game o jogador controla o monstro em um laboratório subterrâneo.

Embora haja variações de golpes, tais características são poucas se comparado aos elementos de variação de outros do gênero. Por exemplo, não existem habilidades que aumentam a força ou velocidade do seu monstro como em Hollow Knight.

O que Carrion traz de bom e que é essencial para um metroidvânia é a movimentação fluida e controle certeiro do personagem principal. Como grande ponto alto do título, não deixa a desejar em comparação com outros game do gênero.

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Um erro, contudo, que pode frustrar alguns jogadores é a falta de um mapa. Como Carrion tem um bom level design, não é assim tão difícil de identificar para onde você tem que ir. Contudo, é difícil ter noção do todo do laboratório, o que cria uma impressão de estarmos andando em círculos.

Mesmo com diferentes biomas, é possível que você passe uns bons minutos em um lugar com salas semelhantes, causando o efeito de desnorteio e impasse. Ainda, se o jogador comete um deslize e toma o caminho de volta (como aconteceu comigo), é difícil retomar até o ponto para avançar, já que o game não traz um mapa completo para isso.

Soma-se a isso se você quiser fazer os 100% do game. Como todo bom jogo do tipo, ele tem uma série de lugares secretos e itens escondidos. Quando você entra ou sai de uma área distinta, há um painel que avisa o quanto você explorou e se há itens escondidos a serem pegos. Entretanto, pela falta de um mapa, se você precisar voltar a eles para correr atrás dos 100%, boa sorte. É possível que fique perambulando pelo cenário a esmo até esbarrar com o que procurar, o que pode ser bem frustrante (foi nessa que desisti dos 100%, muito próximo disso).

Carrion vale a pena?

Carrion é um competente participante do rol de bons jogos metroidvânia. Somente a mudança de perspectiva de protagonismo do gênero de horror não faz dele algo especial de se jogar. Ser a criatura e não criador é interessante, mas a questão é superada já nos primeiros minutos de jogo.

A narrativa de pano de fundo é bem simples e está ali somente para justificar a gameplay, que é o carro-chefe do título. Ele traz os elementos básicos de exploração limitadas por habilidades especiais de um bom jogo do gênero, mas não adiciona inovações.

A versão antecipada à qual o Canaltech teve acesso se mostrou extremamente bem acabada, sem bugs e rodando liso a 60 FPS. A movimentação da criatura com o controle é bastante satisfatória, embora seja confusa quando o monstro está muito grande para se enveredar em espaços apertados demais.

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Assim, Carrion é uma boa pedida para quem gosta de um metroidvânia mediano. O título tem carisma e garante umas boas sete horas de diversão, mas não é um divisor de águas.

Ele chega para PC (via Steam e GOG) por R$ 37,99, e no Switch pelo salgado custo de US$ 19,99 (equivalente a R$ 109 na conversão atual). No Xbox One, ele é lançado diretamente no catálogo do Game Pass.

Carrion foi desenvolvido pela Phobia Game Studios e publicado pela Devolver Digital em 23 de julho. No Canaltech, esta análise foi realizada com uma cópia para PC (via Steam) cedida pela Devolver Digital.