Estudo da NPD prova: gamers estão jogando mais na pandemia

Por Rafael Arbulu | 21 de Julho de 2020 às 12h33
Reprodução

Pronto para uma notícia óbvia, mas agora com números para reforçá-la? O grupo de pesquisa de mercado NPD publicou o 2020 Gamer Segmentation Report, um levantamento que concluiu que três em cada quatro norte-americanos estão jogando videogame em casa desde o início de 2020. O achado representa um acréscimo de 32 milhões de pessoas nos últimos dois anos e um número amplamente potencializado pela pandemia da COVID-19, que forçou boa parte da população mundial ao isolamento e distanciamento social.

O estudo, porém, não se limita a essa conclusão generalista, identificando também que além de mais numerosos, gamers estão mais dedicados. Enquanto o levantamento registrou queda no número de pessoas que jogam menos que cinco horas por semana (8% a menos), jogadores que dedicam entre cinco e 15 horas semanais aumentou entre 2% e 32%, dependendo da carga horária. A mesma conclusão foi tirada para pessoas mais ávidas, que jogam mais de 15 horas por semana (6%). Esses últimos correspondem a 20% de todo o público gamer dos EUA.

Nos EUA, grupo de pesquisa de mercado publicou levantamento que mostra aumento no consumo de jogos em várias plataformas, mas crescimento não é inteiramente atribuído à COVID-19 (Imagem: Reprodução/Fool CDN)

Além disso, também foi identificado que a maior parte do público avaliado tem a tendência de criar experiências entre vários dispositivos. O NPD não se concentrou especificamente em números restritos a aparelhos de mesa (PC, PlayStation 4 e Xbox One) ou híbridos (Nintendo Switch), ressaltando com maior ênfase os smartphones e tablets. Com isso, o volume de pessoas jogando em mais de uma plataforma aumentou de 59% (2018) para 65% (2020).

É importante ressaltar que, embora reconheça o papel da atual pandemia nesse resultado, o NPD categoriza o volume obtido como um misto de situações: evidentemente a proliferação do o novo coronavírus e o fato de que ele forçou as pessoas ao isolamento e quarentena tomou parte, mas antes disso o mercado já dava sinais naturais de crescimento.

“Esse engajamento acrescido é uma combinação da evolução natural do mercado, bem como um empenho mais concentrado que resulta das quarentenas”, explicou o grupo em um comunicado à imprensa. “[Cerca de] 6% dos jogadores atualmente ativos admitiram que eles próprios começaram a usar um novo dispositivo para jogar como resposta à COVID-19, e a probabilidade é de que este tenha sido um dispositivo multitarefas que ele ou ela já tivesse em sua posse, como um smartphone, tablet ou PC”.

Pelo levantamento, porém, a COVID-19 é mais responsável por aumentar o tempo de quem já jogava ao invés de introduzir novos jogadores ao mercado: 35% dos respondentes admitiram dedicar mais horas agora durante o isolamento do que no começo do ano, antes da pandemia explodir. No que tange a plataformas, 94% dos entrevistados disseram continuar jogando em plataformas que já tinham disponíveis, enquanto os outros 6% admitiram adotarem um novo dispositivo.

Mais até do que consoles de mesa, o levantamento do NPD atribuiu o crescimento à maior adoção de PCs, tablets e smartphones (Imagem: Reprodução/Getty Images)

É interessante notar, também, o que o NPD considerou como “gamer”: a metodologia de análise do relatório considerou um recorte de jogadores com idade de dois anos ou mais. Em outras palavras, bebês também entraram na conta, “respondendo” à pesquisa por meio de seus pais. Os responsáveis legais também responderam em nome dos filhos menores de 10 anos, enquanto idades maiores foram encorajadas a responderem por si.

Ao todo, a análise avaliou um recorte de 5 mil jogadores ativos dentro dos Estados Unidos e foi conduzida durante o mês de maio de 2020, com adultos (pessoas acima de 18 anos) sendo contatadas diretamente pelo grupo (via newsletter, por exemplo), enquanto menores de idade (de 2 a 17 anos) foram procurados após permissão de seus guardiões legais.

Fonte: NPD Group

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