Os 10 melhores RPGs lançados para o PlayStation 4

Por Rafael Arbulu | 10 de Maio de 2020 às 18h00
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O PlayStation 4 está chegando ao fim do seu estrelato como o principal console da Sony, já que a empresa está cada vez mais próxima de lançar o tão aguardado PlayStation 5, previsto para novembro ou dezembro de 2020. E como já vínhamos fazendo em nossas outras listas, aqui buscamos relacionar, em grau de importância, os 10 melhores RPGs do PlayStation 4, de forma a preparar a chegada do gênero para o próximo console ao mesmo tempo em que geramos em você a expectativa do que aguardar.

E, convenhamos, não é como se a geração atual não tivesse ótimos exemplos de jogos do gênero mais estratégico do mercado, certo? Sendo assim, confira a seguir a lista com os 10 melhores RPGs lançados para o PlayStation 4 que o Canaltech preparou para você.

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10. Dragon Age: Inquisition

Abrindo o ranking com o único jogo (canônico) da franquia para o PS4, Dragon Age: Inquisition é uma divertida — e muito, muito expansiva — experiência que buscou, antes de tudo, consertar os erros primários cometidos pelo seu predecessor, ainda que o sucesso nessa missão tenha sido questionável. Você assume o papel do Inquisidor, um personagem customizável que, por diversas razões, acaba se vendo no meio da guerra entre os Templários e os Magos, justamente na mesma hora em que uma ameaça de eras antigas anuncia de forma nada sutil o seu retorno.

Evitamos detalhar muito do enredo aqui a fim de evitarmos spoilers, mas o grande trunfo de Dragon Age: Inquisition é justamente a forma como a BioWare criou mapas incrivelmente grandes, cheios de segredos e missões auxiliares, de forma a colocar Dragon Age: Origins, até hoje tido como o melhor da franquia, em um distante segundo lugar.

Lamentavelmente, Dragon Age: Inquisition erra onde seu predecessor mais acertou: se em Dragon Age II tínhamos um jogo praticamente sem mapas de tão repetitivo, porém com um protagonista extremamente agradável e uma narrativa mais pessoal, este terceiro jogo peca por trazer indivíduos com zero empatia junto ao público e um protagonista incrivelmente genérico. Nem mesmo as missões pessoais de cada companheiro salvam essa parte, mas, ainda assim, é uma de nossas recomendações por ser um jogo extremamente divertido, sobretudo do ponto de vista da jogabilidade. Fica aqui a expectativa de que sua continuação direta — Dragon Age: Rise of the Dread Wolf — consiga unir tudo o que os anteriores fizeram de bom.

9. Bloodborne

Sim, há quem queira discutir sobre isso, mas Bloodborne é, na mesma medida, tanto um RPG quanto um jogo de ação. Idealizado por Hidetaka Miyazaki para ser uma IP exclusiva da Sony, o jogo é produzido pela From Software, a mesma da franquia Souls, então você sabe que o elevado grau de dificuldade é um dos pontos fortes aqui.

Em Bloodborne, você chega à cidade de Yharnam, uma pequena vila acometida por uma moléstia conhecida como “Sangue Pálido” que faz com que as pessoas se tornem maníacos homicidas com tendências bestiais. Você assume o papel de um Caçador, uma pessoa que busca a cura para a doença ao mesmo tempo em que enfrenta todas as monstruosidades presentes nos vários cantos da cidade.

Embora a alta dificuldade seja o carro-chefe do jogo, Bloodborne tem um outro atrativo bem evidente: o visual, que segue uma percepção artística gótica, misturando elementos medievais com referências da Revolução Industrial. Yharnam é uma cidade com diversos maquinários e uma “pegada” voltada à steampunk, trazendo uma apresentação única e perfeitamente casada com a jogabilidade, cuja progressão institui armas como machados, cajados e escopetas, dando um ar futurista ao padrão RPG de luta de espadinhas. Adicione a isso a expansão Old Hunters e você terá uma experiência ainda mais vívida.

8. Final Fantasy XIV: A Realm Reborn

O MMO mais bem-sucedido da franquia Final Fantasy é o presente que não para de trazer benefícios ao jogador: inicialmente um jogo extremamente problemático, a ponto de a Square Enix desligá-lo completamente para refazê-lo do zero (e incorporar o fracasso anterior ao enredo do novo jogo), A Realm Reborn é um MMORPG de peso em sua essência. Sem dever nada aos pesos-pesados do gênero, como World of Warcraft, o jogo traz inúmeras missões, um sistema de classes robusto e habilidades mapeáveis tão variadas que, para cada situação, você tem uma solução criativa à mão.

Na narrativa, cabe uma esticada no conteúdo: a primeira versão do jogo, ambientada no Continente de Eorzea, dentro do mundo de Hydaelyn, viu o Império de Galea descobrir, por meio de pesquisas nefárias, uma forma de invocar a lua menor Dalamud para se chocar com o planeta, eliminando as tribos bestiais que povoavam o mundo e conquistar o domínio global, reerguendo-se do que sobrar. Depois de uma extenuante batalha, o império foi derrotado, mas Dalamud continuou a sua queda, revelando-se não como um satélite natural, mas sim como uma prisão para Bahamut, o maior de todos os dragões, que prontamente escapa de suas amarras e dá início ao período que ficou conhecido como “A Sétima Calamidade”. Esse “fim de mundo” foi a forma da Square reconhecer que o jogo ficou abaixo da qualidade esperada, meio que “matando” um projeto para reiniciá-lo de outra forma.

O atual A Realm Reborn é essa forma. Nascido com uma narrativa pós-Calamidade, o jogo coloca você dentro de uma entre três grandes companhias trabalhistas, estabelecendo classes de atuação que lhe conferem habilidades — algumas exclusivas, outras compartilháveis, o que tornou-se um dos atrativos: nem todas as habilidades que você suou tanto para conquistar serão abandonadas quando você mudar de classe. E, aqui, o jogo se faz valer de nossa indicação nesta lista, com controles aprimorados, tempo de resposta praticamente sem atrasos e um volume massivo de missões espalhadas por mapas massivos e imersivos, como todo bom RPG tem que ser.

Única ressalva: o valor por assinatura — US$ 13 mensais — pode não parecer muita coisa por si, mas considere que essa é uma mensalidade flutuante, sujeita à variação do dólar. Para piorar, cada expansão é paga à parte e tem o preço de um jogo completo.

7. Persona 5

Seja pela estética, que mistura elementos modernos de anime com caracterização em 3D e cel shading, a trilha sonora que incorpora elementos mais ácidos do jazz junto de notas leves de hip hop na música de abertura e um excelente trabalho 80% composto por Shoji Meguro, até a narrativa e a surpreendente escalada de dificuldade do jogo — sobretudo nas últimas 20 horas —, Persona 5 é o tipo de obra que acerta em cheio todos os detalhes. Você assume o papel de Joker, com o jogo percorrendo suas desventuras após ele ser transferido para a Shujin Academy, graças a uma acusação de agressão da qual, na verdade, ele é inocente.

O que segue a partir daqui é o despertar de poderes metafísicos nele e em outros estudantes, culminando na formação do grupo vigilante de nome mais legal da era moderna: “Phantom Thieves of Hearts” (“Ladrões Fantasmas de Corações”). Com seus poderes, os membros do grupo exploram um universo paralelo formado pelos desejos mais obscuros da humanidade, batalhando inimigos que representam as más intenções do ser humano.

6. Monster Hunter World

Monster Hunter World é o que você tem quando busca um RPG com extremo foco na jogabilidade, com amplos recursos de exploração e customização de itens. Todos são pontos incrivelmente fortes nesse jogo de ambientaçõe imensamente expansiva, ao ponto de a história ser negligenciável para os mais incautos, mas olhos mais atentos sabem: o conteúdo que serve de pano de fundo é em igual medida bastante atraente.

Você encarna na pele de um “Caçador”, integrado à chamada Quinta Frota pela Comissão de Pesquisa para descobrir os mistérios do “Novo Mundo”, a ambientação majoritária do jogo. O objetivo principal da Comissão é descobrir o que leva os chamados Dragões Anciões a migrarem do Velho para o Novo Mundo uma vez por década, dado o seu massivo tamanho e a sua mera presença ser capaz de alterar ecossistemas inteiros, criando ou tirando vidas conforme suas passagens.

O jogo inteiro traz ambientes não muito grandes, mas bastante densos em escalas, cheios de entradas e pontos alternativos de trajetória, tudo com o objetivo de encontrar e derrotar (ou capturar) monstros deste “Novo Mundo” — indo desde lagartos com o dobro de tamanho de um homem e versões gamers de dinossauros, até predadores gigantescos, como mamíferos voadores e, finalmente, os ditos Dragões Anciões (destaque para Zorah Magdaros, o primeiro deles que você encontrará; e Nergigante, um dos mais difíceis chefes dos games até hoje, dono de uma história própria de arrancar suspiros até do mais veterano jogador). Cada monstro deixa itens que podem ser usados na customização de armas e armaduras igualmente provocativas em atributos, benefícios e visual.

Ah, e os assistentes felinos “Palicos” continuam muito fofos.

5. Final Fantasy XV

Possivelmente um dos mais conturbados lançamentos do PlayStation 4, Final Fantasy XV tinha tudo para dar errado, dado o seu histórico como um projeto que deveria ser apenas um spin off de Final Fantasy XIII (originalmente, ele se chamaria "Versus XIII") lá no PlayStation 3. Evoluído ao status de um novo jogo, completamente canônico, ele nos trouxe uma história bastante interessante sobre alianças políticas, estratégias militares e a aliança formada e fortalecida pela longa amizade entre os quatro protagonistas: Noctis, Gladiolus, Ignis e Prompto.

Você, no papel do príncipe Noctis Lucis Caellum, deve partir em uma viagem ao reino de Altissia para assegurar o seu casamento com Lunafreya Nox Fleuret, alçando-se à posição de rei e rainha da cidade de Insomnia. Entretanto, uma traição cometida pelo império militar de Nilflheim destrói sua terra natal por completo. A partir daqui, é seu papel evoluir do príncipe mimado ao regente firme com seus inimigos e, junto de seus amigos, buscar saber o que afinal aconteceu durante a sua ausência, punindo os responsáveis.

Em Final Fantasy XV, somos apresentados a uma jogabilidade evoluída, que mistura a expansão dos ambientes em jogos antigos, ao mesmo tempo em que incorpora o combate e a progressão em tempo e escala reais dos títulos mais frequentes da franquia. Isso torna tudo bastante caótico, é verdade, mas não deixa de ser bastante prazeroso ver como o seu personagem e os amigos controlados pela inteligência artificial do jogo são tão bem sincronizados, mesmo fora das habilidades em conjunto. Adicione a isso personagens bem escritos e amplas opções de sidequests e você tem um prato cheio para se divertir por longas horas.

4. Final Fantasy XII: The Zodiac Age

Uma tendência bastante utilizada no PlayStation 4 foi a exploração de remasters, ou seja, releituras visuais de jogos mais antigos. Possivelmente o melhor dessa estirpe tenha sido Final Fantasy XII: The Zodiac Age, que não apenas atualizou texturas visuais do jogo original do PlayStation 2, como também incorporou elementos de uma versão que, na época, foi lançada apenas em mercados seletos.

A saber: The Zodiac Age alterou totalmente a progressão inicial do jogo original, implementando aqui uma série de ocupações específicas para seus personagens — e atribuindo as habilidades específicas de cada ocupação. Se no lançamento original todos poderiam fazer tudo (o que matava o senso estratégico do jogo), o remaster cadenciou o ritmo dos combates de forma a incorporar elementos específicos de contexto para cada personagem do grupo: todos são úteis, essenciais e participativos, e ninguém “sobra” ou “falta”.

Definitivamente, uma experiência vívida e revitalizada de um clássico dos jogos antigos que merece muito ser jogada e rejogada.

3. NieR Automata

Ambientado em uma guerra entre máquinas alienígenas e androides de origem humana, NieR Automata ocupa a curiosa posição de ser a sequência de um spin-off de outro jogo (NiER, que é spin-off de Drakengard), compartilhando elementos de jogabilidade dinâmica, sobretudo no combate em tempo real.

Você assume o papel de 2B, uma androide de combate conhecida por sua calma e frieza. Seu objetivo, de forma simples, é repelir a tentativa de invasão por máquinas alienígenas, efetivamente protegendo o mundo e, mais diretamente, seus comandantes, as chamadas “Forças de YoRHa”. Mas claro, isso é um RPG de raízes bem tradicionais, então tem muito mais nessa história do que uma simples sinopse. Sem dar spoilers, NieR: Automata é o tipo de jogo que exige que você tenha bastante tempo livre e atenção diferenciada para detalhes narrativos, já que o jogo, tal qual seu predecessor e a série Drakengard, requer inúmeras partidas para destravar todos os detalhes da história.

Adicione a isso um dos estilos de design mais belos da geração atual de consoles, junto de uma jogabilidade dinâmica, de combate em tempo real que casa, na mesma tela, elementos tradicionais como o combate de espadas e lanças com o uso de armas de fogo e aspectos futuristas inerentes aos andróides. O foco inteiro deste jogo é a progressão narrativa, porém, e podemos adiantar aqui, o clímax de todos os pontos de vista dessa história vão fazer com que você fique embasbacado em seu (verdadeiro) final.

2. The Witcher 3: Wild Hunt

The Witcher 3: Wild Hunt atingiu tamanha popularidade que originou uma série de reimpressões dos livros originais do autor polonês Andrzej Sapkowski, bem como uma das séries mais populares da Netflix — isso, considerando que nenhum dos dois têm relação narrativa com o jogo.

O terceiro jogo da franquia faz um excelente trabalho em situar o jogador de primeira viagem sem precisar que ele jogue (ou leia/assista) as outras obras, mas qual é a graça disso? Afinal, de que serve um RPG sem uma narrativa tão grandiosa que não pode ser contida em um único jogo? Aqui, você já começa com um Geralt totalmente ciente de suas memórias recém-recuperadas (os eventos que levaram à sua amnésia são detalhados em livros e nos primeiros jogos) e logo de cara já experimenta os efeitos disso naqueles que são próximos do protagonista. Fica a pergunta: amores são válidos quando você não sabe quem é e, de repente, se lembra que tinha uma outra vida, com outra pessoa? Essa é apenas uma das questões posicionadas pelo jogo, enquanto você atravessa diversos países em busca de um contrato nada convencional: o imperador Emyr, do império de Nilfgaard, quer que você encontre Cirilla Fiona Ellen Riannon — a Ciri — para que esta assuma seu lugar como imperatriz da nação mais poderosa do mundo. Ciri agora é uma mulher adulta, ciente de seus poderes que lhe permitem se transportar entre as realidades — o que a torna um objeto de desejo da Caçada Selvagem, os arautos do fim do mundo em Witcher, e um grupo o qual Geralt tem considerável temor, mas jurou enfrentar.

Aqui, todos os detalhes são épicos: o combate assume diversas escalas e progressões, além de diversos contratos do bruxo e a evolução dos atributos do personagem adicionarem mais elementos à narrativa como um todo. Mais além, até a customização de itens traz sua própria “mini-história”, atrelando-se ao mundo onde o jogo se ambiente e, em alguns casos, até explicando detalhes sobre Geralt e seus companheiros. De longe, uma das maiores e melhores experiências em RPG do PlayStation 4.

1. Final Fantasy VII Remake

Sem discussão: o remake de um dos jogos mais icônicos da Square Enix, sem falar na indústria de jogos como um todo, é igualmente icônico nesta releitura de 2020. Em nossa análise, chamamos Final Fantasy VII Remake de "magnum opus", a obra prima da publisher japonesa para o PlayStation 4 — e o adjetivo não vem à toa: tudo nesse jogo entrega-se ao propósito de apelar à nostalgia do gamer mais velho, ao mesmo tempo em que vem para agradar os jogadores que ainda não forma introduzidos à obra.

O combate em tempo real advindo de outros jogos da franquia finalmente encontrou aqui o seu melhor ajuste, combinando o senso estratégico da batalha por turnos com o dinamismo da luta corpo a corpo sem interrupções, aproveitando-se de todo o "cânone" do jogo original para aplicar premissas antigas com uma roupagem nova, além de expandir conceitos narrativos para elevar a experiência episódica a um patamar jamais visto. E que época mais conveniente para ele ser lançado, já que o PlayStation 4 se encontra em seu final de ciclo de vida, então Final Fantasy VII Remake o fecha com chave de ouro!

Menção honrosa: Disco Elysium

Uma das grandes surpresas de 2019, Disco Elysium foi o maior golpe independente nas publishers já estabelecidas, liderando as premiações do The Game Awards com nada menos que quatro prêmios, incluindo o de Melhor Direção. E não foi por falta de merecimento, já que o jogo se propõe a progredir de uma forma diferente: simplesmente não há “combate” aqui.

Explicando: toda a progressão de Disco Elysium — incluindo o “combate” — é conduzida por diálogos. Você engaja em conversas com pessoas de interesse e, dependendo dos rumos que o bate-papo tomar, o jogo continua ou não. Aqui, o diálogo se sustenta em quatro pilares: Intelecto, Psique, Físico e Coordenação Motora. Cada um desses pilares traz até seis habilidades que são obtidas conforme você é bem-sucedido em suas conversas, ou aprimorados em atributos de acordo com a roupa que você estiver usando. O visual também chama atenção pelo fato de se assemelhar muito às metrópoles e cidades de classe média de qualquer grande cidade do século XX, ao passo que a câmera em percepção isométrica dá uma atenção especial à exibição de detalhes que saltam aos olhos do jogador.

A razão pela menção honrosa? Bom, tecnicamente, ele não foi lançado para PlayStation 4 - ainda. Haviam planos para posicioná-lo no primeiro trimestre de 2020 (junto do Xbox One, aliás), mas a pandemia acabou sendo uma das razões pelas quais o plano acabou adiado sem nova previsão. Mas seguimos tendo fé.

E o futuro?

É aqui que damos fim à nossa série de RPGs da família Playstation, atravessando todas as gerações do console com seus jogos mais essenciais do gênero. São, todos eles, títulos que colocam seus respectivos consoles à prova, mostrando desempenho revolucionário e um mix de arte e jogabilidade que farão com que você se lembre de todos por anos a fio.

Mas, como dissemos, é o fim de nossa série: o que nos resta agora é tentar adivinhar o que a próxima geração nos trará. E aqui, passamos a bola para você, entusiasta do RPG: qual jogo você acha que verá, ou mesmo quer ver, no PlayStation 5? Deixe a sua imaginação rolar solta nos comentários abaixo!

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