Os 10 melhores jogos já lançados para o Master System

Por Rafael Arbulu | 26 de Junho de 2020 às 09h42
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Se existe um console que simboliza perfeitamente a frase “correndo por fora”, só pode ser o velho Master System. No Brasil, ele seguiu seu curso por um longo tempo, como um participante silencioso da eterna guerra entre Nintendo e SEGA, mas com os olhos dos gamers de época voltados ao NES, Super Nintendo e Mega Drive, o Master System acabou como aquela casa sem muito destaque em meio a uma vizinhança inteiramente arquitetônica: poucos a notavam, mas quando notavam, era evidente a boa impressão.

E como ser diferente? Muitos dos nomes que hoje soam como ótimas memórias para os jogadores mais velhos vieram ou se popularizaram no velho console da SEGA: Alex Kidd, R-Type, Wonder Boy… as opções são inúmeras, sempre trazendo horas de divertimento aos seus proprietários.

Por isso o Canaltech resolveu fazer uma lista especialmente dedicada ao Master System, elencando os 10 melhores jogos de toda a sua história. Sim, TODA a sua história.

10. California Games

É bem real o histórico deveras... negativo... do Master System no que tange a jogos de esporte: seja pelo futebol americano, basquete ou qualquer outro, o console 8-bit nunca teve um título do gênero que o fizesse brilhar. Até a chegada de California Games, uma produção da Epyx.

O jogo popularizou-se com certa velocidade simplesmente por trazer esportes que fugiam do lugar-comum: embora modalidades mais óbvias fizessem parte do catálogo, o jogo trazia eventos voltados ao universo do skate, surfe, entre outros. Totalizando seis eventos esportivos para agradar a todos os fãs, California Games é um dos jogos mais lembrados por antigos donos do console retrô.

9. Zillion

Zillion foi um anime produzido pela japonesa Tatsunoko e que teve esse jogo lançado em paralelo. Trazendo uma narrativa próxima dos eventos do desenho animado, este título é basicamente um jogo de ação e plataforma que se assemelha muito a Metroid, da Nintendo — até mesmo na dificuldade ligeiramente elevada.

O jogo também oferecia suporte a um acessório chamado Light Phaser, uma pistola barulhenta que poderia ser comprada separadamente para jogar. O brinquedo em si era de plástico e não durava muita coisa, mas muitos que conseguiram conservá-lo o utilizavam por anos depois que o jogo em si já não funcionava mais.

8. Asterix

O gaulês mais popular dos desenhos animados também contou com presença marcante no console de 8-bit da SEGA por meio de um jogo de plataforma bem básico onde você navegava lateralmente, da esquerda para a direita, trocando sopapos com inimigos que iam surgindo na tela. O interessante é que Asterix trazia um senso bem simplista de estratégia: você poderia escolher entre o personagem titular (mais rápido, porém fisicamente mais fraco) ou o seu companheiro de “amplo porte” Obelix (lerdo pacas, mas capaz de quebrar blocos sem dificuldade).

As fases — sete no total — eram relativamente longas para o padrão da época, trazendo diversas mecânicas empregadas até hoje, como power ups e caminhos secretos para progressão. Nos EUA, o jogo não fez muito sucesso, mas a popularidade de Asterix na Europa foi um dos principais responsáveis para que o Master System fosse bastante popular no Velho Continente.

7. Golden Axe Warrior

Tido por muitos como a resposta da SEGA a The Legend of Zelda (com alguns argumentando que, visualmente, este jogo era superior), Golden Axe Warrior foi um spin off da saga original que ficaria imensamente popular no Mega Drive, consistindo de um RPG de ação com um enredo exclusivo em que você encarnava um jovem guerreiro que buscava vingar-se do assassinato de seus pais. O vilão Death Adder, do jogo original, também era o antagonista primário aqui.

Hoje um sucesso entre entusiastas dos emuladores, Golden Axe Warrior é o tipo de jogo que agrada aos fãs mais “raiz” do gênero de ação e RPG da velha guarda. Apesar de, no geral, seu concorrente nintendista ser bem melhor, o jogo do Master System tinha um nível de detalhamento visual ímpar, capaz de agradar até mesmo aos olhos mais exigentes.

6. Sonic The Hedgehog

Um port adaptado do jogo original de 16 bits, Sonic the Hedgehog para Master System teve um desempenho surpreendentemente primoroso, considerando que o hardware inferior do console forçou a SEGA a abrir algumas concessões gráficas.

Ainda assim, o jogo tinha uma apresentação bastante colorida e sem queda de taxa de quadros — algo infelizmente muito comum quando uma portabilidade é feita de um console maior para um menor. Ao menos a empresa compensou isso com uma trilha sonora exclusiva (composta por Yuzo Koshiro, o mesmo que criou o som do Streets of Rage original). É o Sonic das antigas, que todos sabemos o que esperar, mas de uma forma bastante divertida.

5. Operation Wolf

Criado pela Taito em 1990, Operation Wolf quase foi um jogo que obedecia literalmente ao seu título (um personagem incumbido de resgatar lobos), mas a produtora japonesa optou pelo caminho menos óbvio e lançou um jogo de guerra em que um exército de um homem só combatia diversos inimigos na tela enquanto tentava resgatar prisioneiros.

Ok, isso também é bastante óbvio. Mas isso não reduz em nada o divertimento de quem começava uma partida neste título, tido por muitos como a melhor conversão de um produto de outra plataforma (neste caso, dos arcades). Ademais, uma situação inusitada era comum aqui: você poderia usar os dois controles do aparelho sozinho, com a já mencionada Light Phaser como gatilho de sua arma principal, e o joystick no segundo cabo como um lançador de granadas.

4. Phantasy Star

Um nome tão antigo quanto seu legado que perdura até hoje, Phantasy Star foi possivelmente o melhor RPG da geração 8-bit, lançado exclusivamente no Master System e trazendo elementos tão refinados que servem de inspiração para Mass Effect e outros RPGs de ficção científica até hoje.

O jogo era extremamente belo visualmente, com um enredo cativante e uma fuga do lugar-comum. O gênero na época era povoado de jogos tematizados na época medieval, com espadas e magia tomando o destaque. Phantasy Star foi o primeiro jogo da história a mudar esse conceito, investindo em aliens, exploração espacial e uma trama futurista que misturava mágica e tecnologia. Você assumia o papel de Alis, uma das primeiras protagonistas femininas dos games, em sua aventura pela reunião de forças capazes de banir um mal muito antigo de seu sistema solar consistido de três planetas, todos exploráveis e cada um com seu visual e oponentes específicos.

3. Alex Kidd in Miracle World

Antes de Sonic, o “mascote” da SEGA foi Alex Kidd. Em uma época em que ele conseguiu afrontar até mesmo o já lendário Super Mario, Alex era o protagonista humano de um jogo que levava o seu nome e se ambientava no gênero de plataforma, tal qual sua contraparte nintendista.

O jogo era imensamente colorido e visualmente atraente aos olhos, contendo mecânicas simples de jogo, mas que em nenhum momento se traduziam em alguma facilidade: atingindo um patamar de cult para muitas pessoas, Alex Kidd vai ganhar até um remake, segundo notícias recentes — mais uma prova de que as pessoas podem até ter esquecido do Master System, mas não de um de seus principais personagens.

2. Prince of Persia

Sim, uma icônica (e, atualmente, ABANDONADA) franquia que mistura ação, RPG e plataforma também marcou presença na geração 8-bit. Prince of Persia foi lançado no Master System em 1989 e era, obviamente, bem mais simples do que seus jogos mais atuais. Para começar, ele sequer contava com a ideia de voltar no tempo, trazendo apenas progressão em plataforma e visual cartunesco.

Basicamente, sua apresentação parecia mais com algo “adesivado” na tela, mas nem por isso era menos cativante: os cenários eram povoados de inimigos e armadilhas de reação (do tipo que só aparecem quando você está perto) e a trama... bom, era das mais simples: você é um jovem príncipe que tem uma hora para completar o jogo, impedindo o vilão Jaffa (sim, é uma cópia desavergonhada de um certo desenho da Disney) de se casar com a sua amada.

Agora, se a Ubisoft tiver o bom senso de trazer de volta essa franquia nos consoles atuais...

1. Wonder Boy III: The Dragon’s Trap

Possivelmente um dos mais primários — e divertidos — jogos de ação em progressão lateral, Wonder Boy III é o melhor título de uma franquia muito bem-sucedida da geração 8-bit. Você assumia o papel do personagem-título e, em alguns minutos, já invadia um castelo, enfrentando um ciclope e um robô-dinossauro que o transformava em um dragão após derrotado.

Com isso, estabelecia-se o pano de fundo do jogo, permitindo que você se transformasse em vários animais e progredisse por cenários variados conforme a jogabilidade adaptativa lhe permitisse, de acordo com o ser vivo que você fosse naquele momento. Além disso, os gráficos cartunescos e sprites detalhados davam um tom divertido de repousar a visão e a trilha sonora upbeat passavam a impressão de que você estivesse jogando um desenho das saudosas manhãs infantis de quando você não precisava ir à escola.

Relíquias de um poderoso legado

O Master System foi um console que definiu uma geração inteira de gamers brasileiros. Embora nos EUA e outros mercados estrangeiros ele tenha sido apenas mais um, por aqui ele atingiu um nível de popularidade que o transformou em um ícone cult. Ora, a TecToy não escolheria um produto meia-boca para relançar nos tempos atuais e ela fez isso com o Master System, certo?

Ainda assim, as opções de jogos eram tantas que, ao relacionarmos os 10 melhores na opinião da redação, não pudemos evitar de nos sentirmos incompletos ao deixarmos de mencionar outros títulos. Por isso, passamos a bola para você: lembra de algum jogo do velho Master System que não esteja aqui, mas pelo qual você tenha um carinho? Conte para gente! Os comentários estão abertos!

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