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Apple Vision Pro mostra alta complexidade de reparo em 1º desmanche

Por| Editado por Wallace Moté | 05 de Fevereiro de 2024 às 12h44

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(Imagem: Divulgação/Apple)
(Imagem: Divulgação/Apple)

Um dos principais lançamentos do mês, o Apple Vision Pro acaba de passar pelo seu primeiro desmanche, mostrando uma construção extremamente complexa. Ainda que traga alguns elementos fáceis de serem substituídos, como a bateria, a faixa de suporte e até as caixas de som, a estreia da Apple no segmento de headsets de Realidade Mista (MR) pode ser um pesadelo para quem precisar realizar reparos internos, em especial na tela externa, que possui um funcionamento mais engenhoso que o esperado.

Desmontado pelo time de especialistas do iFixit, os óculos da Apple revelam possuir pontos positivos e aspectos bastante negativos quando falamos em reparabilidade. Peças que devem ser manipuladas pelos usuários são destaque — mesmo que complique a distribuição de peso na cabeça, o uso da bateria externa é visto como algo bom, por ser de fácil substituição. As faixas de suporte e as próprias hastes também são elogiadas, além das peças de selamento que vão sobre os olhos, trazendo fixação magnética.

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Nessas etapa, três pontos curiosos são descobertos: a bateria possui três células e capacidade de 35,9 Wh, mais que o dobro do que é visto no iPhone 15 Pro e seus 17,3 Wh. Além disso, como descoberto por alguns usuários, o cabo ligado ao visor é removível usando um clipe ou uma ferramenta de remoção de chip SIM, apostando em uma versão turbinada do conector Lightning. O aspecto é criticado por dificultar o uso de outras baterias externas, o que poderia estender o tempo de uso.

Há formas de contornar isso ao plugar o acessório à porta USB de recarga, mas o procedimento exige o transporte de peso adicional desnecessário. Por fim, também há uma versão gigante da porta Lightning nas hastes, um problema menor nesse caso. Com isso fora do caminho, a situação começa a ficar realmente complicada quando é preciso acessar os componentes internos do Vision Pro.

A complexidade começa já na remoção do display externo, difícil de ser retirado pelo formato. Por outro lado, o procedimento revela que a tela é mais engenhosa do que se imaginava: em vez de ser apenas um display OLED, o componente adota camadas lenticulares adicionais, que distorcem a luz para dar a impressão de o conteúdo (no caso, os olhos do usuário) estar em 3D. Como diversos analistas atestaram, a aposta não deu muito certo, por acabar dificultando a visualização.

As áreas mais internas não são mais fáceis de acessar — a quantidade de cabos e parafusos assusta, chegando a ser difícil identificar o que exatamente está sendo removido, mas ao menos é possível ver outras características interessantes do aparelho, incluindo as duas ventoinhas, os motores usados para alinhar as lentes de acordo com a distância das pupilas do usuário e os chips M2 e R1, unidos por uma placa-mãe flexível.

Em resumo, a recomendação é de se evitar reparos por conta própria de problemas que exijam a desmontagem do Vision Pro, já que o processo traz dores de cabeça mesmo para pessoas especializadas. A grande dificuldade é definitivamente um dos fatores do preços extremos de conserto, que atingem os US$ 799 (~R$ 4 mil) para a troca do vidro externo, por exemplo. Por ser um produto de primeira geração, a expectativa é que o cenário melhore com a estreia de modelos atualizados, que repensem alguns dos aspectos da construção.

Prometendo "inaugurar a era da computação espacial", o Apple Vision Pro chegou aos EUA na última sexta-feira (2), trazendo como destaques a estrutura premium, os comandos por gestos, o processamento robusto e o preço extremamente salgado — interessados no acessório precisam desembolsar US$ 3.499 (~R$ 17.500) para levá-lo para casa. Ainda não há previsão de estreia em outros países, ainda que rumores sugiram que a Maçã deva expandir a disponibilidade antes de junho, para incentivar o desenvolvimento de apps.