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AirPods Pro | Modelos originais e falsificados são comparados em exame

Por| Editado por Wallace Moté | 16 de Novembro de 2023 às 14h03

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Ivo Meneghel Jr/Canaltech
Ivo Meneghel Jr/Canaltech
AirPods Pro 2

Um comparativo detalhado usando imagens de tomografia do AirPods Pro mostra diferenças gritantes entre o modelo original e falsificações dos fones premium da Apple. Feita pelo site Lumafield, a avaliação destaca a complexidade do projeto da Maçã, incluindo aspectos como uso de circuitos flexíveis e microfones de alta qualidade, enquanto revela os truques usados pelos modelos falsos para tentar passar despercebidos.

O primeiro ponto destacado pelo portal está na complexidade das cápsulas dos AirPods Pro originais, que mostram investimentos pesados em tecnologias para miniaturizar componentes premium. É possível notar uma alta quantidade de peças devidamente encaixadas em um espaço pequeno e curvado, com uso de placas de circuitos impressos (PCBs) flexíveis, que se adaptam à curvatura.

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Por sua vez, os dois modelos falsificados visualizados na tomografia não apenas exibem um número menor de peças, como ainda uma construção mais simples. Entre as características que mais chamam atenção de forma negativa está a presença de fios para conectar diferentes componentes. Conforme destaca a publicação, nenhum produto moderno portátil da Apple utiliza cabos como os vistos nas cópias.

Ainda nesse ponto, as imagens permitem ver um acabamento mal feito nos pontos em que os fios são soldados, com grande acúmulo de material nessas regiões. A falta de refinamento se estende ainda para os microfones: o modelo original da gigante de Cupertino é embarcado com três microfones MEMS (placas de silício que vibram e transformam o som em dados para serem enviados ao celular) em cada cápsula, para chamadas e cancelamento de ruído.

Os dispositivos falsificados apostam em um único microfone em cada cápsula, instalados nas hastes, do tipo condensador de eletreto — o funcionamento é similar ao MEMS, mas essa classe ocupa mais espaço, é mais complexa de se fabricar e é mais sujeita a interferências.

Concluindo a avaliação das cápsulas, o fone da Maçã possui baterias em formato de moeda acopladas logo atrás dos drivers, enquanto as falsificações apostam em baterias pouch (formato de bolsa) colocadas abaixo dos drivers.

Cortes de custo são vistos também no estojo de recarga: o modelo original embarca duas baterias, para recarregar as cápsulas, e apresenta uma bobina de cobre para permitir o carregamento sem fio, junto a um ímã para facilitar o alinhamento. Por outro lado, as variantes falsificadas não possuem ímãs, trazem uma quantidade menor de circuitos simplificados, e trazem apenas uma bateria.

O detalhe mais intrigante é que, para passar a sensação de um dispositivo premium, similar ao original, ambas as falsificações possuem barras de metal instaladas apenas para aumentar o peso da case — os dois aparelhos são muito mais leves que o fone original, em virtude da quantidade reduzida e dos tipos de peças usadas.

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É interessante lembrar que as imagens não permitem avaliar a qualidade dos componentes dos modelos falsos, mas os preços mais baixos são indicadores de cortes drásticos. O resultado é uma qualidade de áudio inferior, e em alguns caso a ausência de recursos mais avançados, como o cancelamento de ruído adaptativo e o áudio espacial.

Fone TWS mais premium e recente da Maçã, o AirPods Pro foi atualizado recentemente com a troca da porta Lightning por um USB-C, ganhando ainda pequenos ajustes em áreas como a conectividade, de modo a prepará-los para a chegada dos óculos Apple Vision Pro. O acessório está à venda em todo o mundo, custando a partir de salgados R$ 2.599 no Brasil.