Sonda Lucy registra eclipse lunar a 100 milhões de km da Terra; veja vídeo!

Sonda Lucy registra eclipse lunar a 100 milhões de km da Terra; veja vídeo!

Por Wyllian Torres | Editado por Rafael Rigues | 23 de Maio de 2022 às 12h10
Samantha Cristoforetti/ESA

No início da semana passada aconteceu o primeiro eclipse lunar total de 2022, observado em todo território brasileiro. No entanto, a sonda Lucy, da NASA, registrou o fenômeno a partir de uma perspectiva única no espaço profundo, mostrando a Lua sendo ocultada pela sombra da Terra.

O eclipse lunar aconteceu entre a virada da noite do dia 15 de maio para o dia 16. A uma distância de 100 milhões de km da Terra, a sonda Lucy usou a sua câmera de alta resolução L'LORRI para registrar o evento astronômico em um breve e fascinante timelapse.

Tal distância corresponde a 70% daquela entre a Terra do Sol. A distância entre nosso planeta e a Lua, na imagem, equivale à separação entre as lanternas traseiras de um carro observadas a 400 metros de distância.

O vídeo dura apenas dois segundos e nele a Terra aparece girando à esquerda enquanto a Lua (cujo brilho foi aumentado em 6 vezes para visibilidade), passa pela sombra do nosso planeta. A sonda acompanhou o eclipse lunar por cerca de três horas: das 22h40 (horário de Brasília) do dia 15 de maio às 01h30 da madrugada do dia 16. No entanto, a Lucy não registrou a Lua reaparecendo da sombra da Terra ao final do fenômeno.

Conceito artístico da sonda Lucy sobrevoando um asteroide (Imagem: Reprodução/NASA)

Vale lembrar que o eclipse lunar também foi observado a partir da Estação Espacial Internacional (ISS), outra perspectiva fascinante deste evento astronômico. O próximo eclipse lunar acontecerá no dia 8 de novembro deste ano.

Atualmente a sonda se prepara para realizar uma manobra gravitacional ao redor da Terra em 16 de outubro para ganhar um “empurrãozinho” em sua missão destinada a visitar o primeiro asteroide de sua lista por volta em 2025.

Lançada em 16 de outubro do ano passado, a missão Lucy é estudar os asteroides troianos de Júpiter, que compartilham a mesma órbita do planeta, e podem fornecer informações valiosas sobre a formação do Sistema Solar.

Fonte: NASA

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