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Sol libera erupção escura e ejeção de massa coronal

Por| Editado por Patricia Gnipper | 17 de Julho de 2023 às 17h17

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NASA/SDO/AIA
NASA/SDO/AIA

O Sol estava agitado no final de semana, e prova disso são as erupções e ejeções de massa coronal (EMC) liberadas, que atingiram a Terra. Os especialistas de clima espacial preveem que uma EMC canibal ainda deve nos alcançar na terça-feira (18), e houve também uma erupção solar escura.

Na sexta (14), o Sol emitiu uma das erupções mais drásticas do atual ciclo de 11 anos, que trouxe uma imensa nuvem de plasma escuro em nossa direção. A explosão começou na região magneticamente ativa AR3370, onde havia uma mancha solar pequena, muito menor que aquelas que chamaram a atenção recentemente. Essa é a primeira de uma sequência de erupções que formou uma EMC, e se ela vai se fundir com outra nuvem de plasma.

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O apelido de "plasma escuro" não indica nenhum tipo especial de explosão. Na verdade, o termo refere-se apenas à temperatura mais fria e menos luminosa do que o brilho de fundo do próprio Sol, o que resulta em uma nuvem que parece mais escura.

Ejeção de massa coronal a caminho

Há também uma EMC canibal vindo aí, de acordo com as previsões dos modelos meteorológicos. Esse tipo de evento ocorre quanto duas ejeções de massa coronal são emitidas uma atrás da outra, na mesma direção, com a segunda viajando em maiores velocidades no espaço do que a anterior. Como resultado, o plasma veloz engole o primeiro no meio do caminho, formando uma nuvem única e grande.

Foi o que aconteceu no sábado (15), quando uma EMC foi emitida em velocidade o suficiente para alcançar o plasma escuro da erupção do dia 14. Após a canibalização, as nuvens de plasma, agora fundidas em uma só, vão provavelmente atingir a Terra na terça-feira (18). Apesar de parecer um evento assustador, as tempestades geomagnéticas que devem ocorrer em decorrência do impacto devem ser de classe G1 e G2, ou seja, de menor intensidade.

Outras EMCs emitidas também estão perturbando a atmosfera terrestre — isso inclui a ejeção que ocorreu no dia 11 de julho, registrada no vídeo acima. Ela atingiu o campo magnético da Terra na sexta-feira (14), mas o impacto foi de baixa intensidade e não causou tempestades geomagnéticas.

Por outro lado, outra EMC chegou antes do previsto e atingiu o campo magnético da Terra no domingo (16), causando uma tempestade geomagnética de classe G1 (menor). Tempestades nessa classificação geram poucas ocilações em redes elétricas e não representam riscos a satélites em órbita. Outras ejeções de massa coronal podem acontecer entre os dias 17 e 18 devido às várias erupções da mancha solar AR3363.

Fonte: NASA/SDOspaceweather.com