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Marte pode ter tido água líquida por mais tempo do que se pensava

Por| Editado por Rafael Rigues | 12 de Maio de 2022 às 15h00

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NASA/JPL-Caltech
NASA/JPL-Caltech

A água parece ter existido em Marte por um período mais longo do que se pensava até então. A conclusão vem de uma análise realizada por pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências e da Universidade de Copenhague, que trabalharam com dados do rover Zhurong para descobrir o que eles diziam sobre o gelo em minerais hidratados.

O rover Zhurong está explorando Utopia Planitia há cerca de um ano, e vem usando seus espectrômetros para analisar rochas e uma câmera para fotografá-las. Para o estudo, os pesquisadores analisaram os dados coletados pelos instrumentos do rover para estudar minerais de Marte e, assim, determinar a quantidade de água que poderia ter existido por lá há milhões de anos.

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Eles descobriram camadas rígidas próximas do solo, cuja formação teria exigido grandes quantidades de água vindas de diferentes origens, como a subsuperfície do planeta ou derretimento de vastas quantidades de gelo. Assim, eles sugerem que a presença dos minerais hidratados na superfície do Planeta Vermelho significa que a água existiu em Marte por mais tempo do que se pensava.

Estudos anteriores sugeriam que partes do planeta eram cobertas por água até cerca de 3 bilhões de anos atrás. Mas as evidências encontradas em Utopia Planitia mostram que a água existia em estado líquido durante o período Amazoniano, a época geológica mais recente do planeta. Até então, os cientistas consideravam que este período, ocorrido há cerca de 700 milhões de anos, era frio e seco, de modo que qualquer "atividade" envolvendo a água líquida por lá seria extremamente limitada.

Integrante da missão chinesa Tianwen-1, o rover Zhurong pousou em Marte no início do ano passado e já percorreu mais de 1,5 km na superfície marciana. Entre os objetivos principais da missão está a busca por sinais de água, gelo e vida no planeta.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Science Advances.

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Fonte: Science Advances