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Maior telescópio solar do mundo começa suas primeiras observações científicas

Por| Editado por Patricia Gnipper | 01 de Março de 2022 às 17h00

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National Solar Observatory (NSO), AURA, NSF
National Solar Observatory (NSO), AURA, NSF

O telescópio Daniel K. Inouye Solar Telescope (DKIST) iniciou suas primeiras observações científicas, sinalizando também o começo de sua fase de comissionamento. Projetado para ajudar os cientistas a entender melhor o Sol, o DKIST é o maior observatório solar do mundo e está equipado com instrumentos de observação de última geração, capazes de capturar imagens da nossa estrela com detalhes sem precedentes.

O observatório fica instalado no topo do Monte Haleakalā, no Havaí, e uma de suas principais funções será o estudo da coroa solar, a atmosfera mais externa do nosso astro, com temperaturas milhões de vezes maiores do que aquelas da superfície.

O primeiro experimento realizado será voltado para estudos da reconexão magnética, que ocorre quando os campos magnéticos solares são reconfigurados subitamente.

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Isso faz com que jatos de gás superaquecido sejam expelidos da superfície solar. “Este processo foi teorizado há muito tempo, mas ainda faltava prová-lo”, explicou a National Science Foundation (NSF), responsável pelo gerenciamento do telescópio. Graças aos instrumentos do DKIST, os cientistas vão conseguir realizar observações deste fenômeno discreto, mas vital, pela primeira vez.

Dr. Jiong Qiu, um dos co-investigadores do experimento, destaca que a reconexão magnética é a palavra-chave em vários eventos de liberação de energia na atmosfera solar. “Por muitos anos, os físicos solares podiam somente inferir ou estimar o campo magnético médio da reconexão com base em várias informações assumidas”, observou. “Espero conseguirmos medir diretamente este parâmetro físico essencial com a tecnologia que o DKIST, que trará uma nova física solar e revolucionará nosso entendimento da reconexão magnética”.

Em 2020, a campanha "First Light" já deu um gostinho do que esperar com o telescópio: os sistemas ópticos do DKIST produziram a imagem da superfície solar com a maior resolução já obtida. Agora, a fase de comissionamento deverá durar um ano. Durante este período, os cientistas vão ativar sistemas essenciais, enquanto realizam observações com “risco compartilhado” de problemas técnicos que podem precisar ser resolvidos ao longo do tempo.

O potencial do novo telescópio solar DKIST

O Dr. Sethuraman Panchanathan, diretor da NSF, comemorou o início das observações científicas do telescópio, dizendo que eles “estavam orgulhosos de ativar o maior e mais poderoso telescópio solar do mundo”.

O título não é sem fundamento: o Inouye Solar Telescope conta com um espelho primário de 4 metros, sistemas de óptica adaptativa para corrigir os efeitos da atmosfera, sistemas de resfriamento e instrumentos ópticos para observações na luz visível e infravermelha.

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Juntos, os instrumentos do Inouye Solar são capazes de vários feitos: eles vão possibilitar a captura de formações no Sol três vezes menores que outras já registradas, e podem, pela primeira vez, facilitar a coleta de medidas dos campos magnéticos da coroa solar.

A ideia é que o DKIST trabalhe junto de outros vários telescópios espaciais e em solo para, assim, capturar imagens em alta resolução e coletar medidas de fenômenos variados, como manchas solares, ejeções de massa coronal, entre outros.

A atividade solar é responsável por eventos do clima solar capazes de causar problemas significativos na Terra — principalmente em redes de comunicação, sistemas elétricos e outras tecnologias das quais dependemos. Assim, o Inouye Solar Telescope, junto de outros observatórios avançados, poderá ajudar os cientistas a entender melhor o clima espacial e a desenvolver formas de prever eventos do tipo.

Fonte: National Solar Observatory; Via: Space.com