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Tempestade geomagnética pode ter causado apagão da rede celular nos EUA

Por| Editado por Luciana Zaramela | 22 de Fevereiro de 2024 às 16h57

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NASA/SDO
NASA/SDO

Nesta semana, duas explosões solares atingiram o planeta, enquanto quedas de rede celular foram reportadas por todos os Estados Unidos. Embora a percepção dos usuários e companhias seja de que os eventos estejam relacionados, cientistas acreditam se tratar de uma mera coincidência — o país não estaria na região afetada nas horas do reportado apagão de rádio.

O evento solar ocorreu entre o final da tarde da última quarta-feira (21) e início da manhã desta quinta-feira (22), com uma explosão de classe X1,8 no primeiro dia, e outra da classe X1,7, no segundo dia. A região do Sol de onde as erupções vêm exibindo forte complexidade magnética, segundo a Administração Atmosférica e Oceânica (NOAA) dos EUA.

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As ejeções solares são categorizadas em cinco grupos diferentes, com cada letra representando uma ordem de magnitude. As de classe X são as mais fortes, enquanto as M são dez vezes menores, continuando nessa proporção pelas letras C, B e A, esta última fraca demais para afetar a Terra significativamente. Números de 1 a 10 são usados para denotar a força relativa das explosões.

As explosões solares afetaram celulares?

Segundo a NOAA, não havia nenhuma ejeção de massa coronal identificada nas explosões solares, mas a agência emitiu um alerta na manhã desta quinta-feira (22) de que emissões de rádio vindas do sol poderiam ocorrer em breve, bem como tempestades solares. Após os fenômenos, diversas operadoras de celular americanas, como AT&T, Verizon e T-Mobile, reportaram à Associated Press terem dezenas de milhares de quedas de rede.

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Embora o horário do incidente coincida com as explosões solares, muitos cientistas têm duvidado das alegações de conexão entre ambos os eventos. Ryan French, do Observatório Solar Nacional dos EUA, comentou no X (antigo Twitter) que as ejeções vindas do sol só causam degradação nas ondas de rádio na parte da Terra onde há dia, o que não era o caso dos Estados Unidos durante o fenômeno.

Os efeitos das explosões solares deverão ainda ser sentidos por dias — a NOAA fez previsões de que um “filamento de erupção” foi visto explodindo no quadrante noroeste do disco visível do sol na quarta-feira (21). A maioria do material energético emitido deve passar da Terra durante sua órbita ao redor da estrela solar, com alguma influência podendo ser sentida no próximo domingo (25). 

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As explosões solares ocorrem quando energia magnética se acumula na atmosfera do Sol até que é liberada pela estrela, geralmente em golfadas intensas de radiação eletromagnética.

A atividade do astro tem crescido à medida que se aproxima da parte mais ativa de seu ciclo de mais ou menos 11 anos, o que chamamos de “máximo solar”. Isso pode causar mais eventos como blecautes de comunicação e ameaças a espaçonaves e satélites, mas também deixa auroras boreais mais comuns.

Fonte: NOAA 1, 2, NASA com informações de Associated Press