Exoplaneta potencialmente habitável tem sua atmosfera e clima investigados

Por Danielle Cassita | 26 de Outubro de 2020 às 20h20
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Desde seu lançamento em 2018, o telescópio espacial Transiting Exoplanet Survey Satellite (TESS), da NASA, encontrou 17 exoplanetas. No início deste ano, a NASA confirmou que o TESS identificou o TOI-700d, o primeiro exoplaneta com tamanho semelhante ao da Terra e potencialmente habitável já identificado por este telescópio. Agora, novos estudos buscaram analisar as características do clima e atmosfera de lá.

O TOI-700d foi estudado por astrônomos do Center for Astrophysics. Ele fica a cerca de 100 anos-luz de distância de nós, e faz parte de um sistema com três pequenos planetas orbitando uma estrela anã do tipo M, cuja massa equivale a 0,415 da massa do Sol. Como essa estrela é mais fria, este terceiro planeta se encontra em sua zona habitável, que é a região onde as temperaturas permitem que a água — se existir — ocorra em estado líquido. Assim, o TOI-700d teria potencial para abrigar vida. Infelizmente, ainda não temos a tecnologia ou instrumentos capazes de confirmar isso.

O TOI-700d é o planeta mais externo do esquema e está na zona habitável, colorida de verde (Imagem: Reprodução/Rodriguez et al 2020)

Devido à importância de encontrar um planeta com tamanho parecido com o da Terra e, ainda, em uma zona habitável, os cientistas do TESS precisavam ter certeza do que observavam. Para isso, eles utilizaram a câmera IRAC, que tem alta sensibilidade ao infravermelho, e o observaram em outubro de 2019 e janeiro de 2020. Com os resultados, eles perceberam que esse planeta pode ser rochoso e está “preso” à estrela, de modo que um mesmo lado está sempre de frente para o astro, enquanto outro fica sempre no escuro.

Se a superfície do TOI-700d tiver água em estado líquido, também deveriam existir nuvens em sua atmosfera, e a equipe utilizou modelos de sistemas climáticos para estimar as propriedades possíveis e o que outras medidas mais sensíveis poderiam encontrar. Entretanto, eles concluíram que missões espaciais futuras, incluindo o telescópio espacial James Webb, dificilmente terão a sensibilidade necessária para identificar características atmosféricas por um fator de dez ou mais. Por outro lado, isso é um incentivo para investimentos em instrumentos que consigam observar o TOI-700d e sua natureza que, por enquanto, está “escondida”, além de procurar também planetas similares orbitando estrelas mais próximas.

Os estudos foram publicados na revista The Astronomical Journal, e podem ser acessados aqui, aqui e aqui.

Fonte: Phys.org, Futurism

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