O universo pode ter mais exoplanetas potencialmente habitáveis do que pensamos

O universo pode ter mais exoplanetas potencialmente habitáveis do que pensamos

Por Danielle Cassita | 03 de Agosto de 2020 às 08h30

Um novo estudo, liderado pelo astrobiólogo Stephen Kane e publicado na revista Astronomical Journal, indica que estrelas (que não sejam o Sol, claro) poderiam ter por volta de sete planetas parecidos com a Terra (e potencialmente habitáveis) caso não haja um gigante gasoso como Júpiter por perto .

Em sua pesquisa, Kane vinha estudando o sistema TRAPPIST-1. Trata-se de um sistema estelar localizado a apenas 40 anos-luz de distância e que tem pelo menos três planetas parecidos com a Terra em sua zona habitável - ou seja, na área no entorno da estrela em que as temperaturas médias permitem a existência de água no estado líquido. E Kane ficou inquieto com os três planetas potencialmente habitáveis deste sistema: "Isso me fez pensar sobre a quantidade máxima de planetas habitáveis que uma estrela pode ter, e porque a nossa tem apenas um", explica ele em entrevista ao portal Phys.org.

TRAPPIST-1 tem três planetas em sua zona habitável, enquanto o Sistema Solar tem apenas um que realmente é capaz de sustentar a água o estado líquido (Imagem: NASA/JPL-Caltech)

Então, Kane e sua equipe criaram um método para simular planetas de tamanhos variados orbitando suas estrelas, enquanto um algoritmo realizava cálculos das forças gravitacionais, e eles puderam testar como seriam as interações destes planetas ao longo dos anos. No fim, eles descobriram que algumas estrelas podem ter até sete planetas similares à Terra - e, no caso de uma estrela como nosso Sol, seria possível ter o máximo de seis planetas com água em estado líquido. Kane suspeita que, se houver mais do que sete neste caso, os planetas podem ficar próximos demais uns dos outros e sofrerem instabilidades em suas órbitas. No Sistema Solar, ele acredita que apenas um planeta (o nosso) seja habitável por causa da presença de Júpiter nas redondezas, que é tão massivo que influencia as órbitas dos demais.

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Estudos deste tipo são importantes para os cientistas terem conhecimento das forças que, talvez, possam causar mudanças na Terra em um futuro distante. “Ao medir as propriedades dos exoplanetas cujos caminhos evolutivos possam ser parecidos com os nossos, nós ganhamos uma prévia do passado e futuro deste planeta - e o que precisamos fazer para mantê-lo habitável”, finaliza Kane. Em pesquisas futuras, ele pretende buscar estrelas orbitadas por planetas menores, que serão alvos ideais de estudo para as futuras gerações de telescópios, mais poderosos.

Fonte: Phys

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