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Esta ejeção de massa coronal foi tão grande que atingiu a Lua e 2 planetas

Por| Editado por Patricia Gnipper | 02 de Agosto de 2023 às 13h01

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NASA/GSFC/SOHO/ESA
NASA/GSFC/SOHO/ESA

Uma grande ejeção de massa coronal foi detectada simultaneamente na Terra, Lua e Marte. Em um novo estudo, os autores destacam que o fenômeno se espalhou por uma área tão grande que, quando ocorreu, os dois planetas estavam em lados opostos do Sol, separados por cerca de 250 milhões de quilômetros. Mesmo assim, as partículas atingiram ambos.

Este foi um evento do tipo conhecido como ampliação no nível do solo (GLE). Quando estes fenômenos acontecem, as partículas solares têm energia suficiente para atravessar a magnetosfera, a bolha magnética que cerca a Terra e nos protege das tempestades magnéticas.

Como a Lua e Marte não geram campos magnéticos próprios, as partículas do Sol podem alcançar a superfície destes mundos com maior facilidade. Por outro lado, Marte tem uma atmosfera que, embora fina, é capaz de proteger a superfície contra a maior parte das partículas solares menos energéticas e de desacelarar aquelas com maior energia.

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O evento solar foi registrado por uma série de missões espaciais de diferentes países. Entre elas, está a sonda europeia Trace Gas Orbiter (TGO), as missões da NASACuriosity e Lunar Reconnaissance Orbiter, o lander chinês Chang’e 4 e o orbitador alemão Eu:CROPIS.

A LRO recebeu a radiação da ejeção de massa coronal enquanto orbitava a Lua, e registrou uma dose de apenas 31 milligray — para comparação, considere que, se um astronauta receber uma dose de radiação acima de 10 gray, ele dificilmente vai sobreviver por um período maior que duas semanas.

Já os dados da TGO e do rover Curiosity mostram a proteção fornecida pela atmosfera de Marte: a TGO registrou apenas 9 milligray, e o rover, 0,3. Para Jingnan Guo, um dos autores do estudo, os cálculos de GLEs anteriores mostram que, em média, um evento a cada 5,5 anos pode exceder a dosagm de radiação segura na Lua se nenhuma proteção for usada.

"Entender estes eventos é crucial para futuras missões tripuladas à superfície da Lua", destacou ele. Felizmente, várias missões planetárias têm detectores de radiação, cujos dados vão contribuir para estudos sobre a aceleração e propagação das partículas energéticas.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Geophysical Research Letters.

Fonte: Geophysical Research Letters; Via: ESA