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Emissões parecidas com auroras são detectadas na atmosfera do Sol

Por| Editado por Patricia Gnipper | 15 de Novembro de 2023 às 12h18

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NASA/SDO/AIA
NASA/SDO/AIA

A atmosfera do Sol apresentou emissões em ondas de rádio, que são parecidas com aquelas que ocorrem durante as auroras. O fenômeno ocorreu a cerca de 40 mil quilômetros acima de uma mancha solar, e foi detectado pela primeira vez por cientistas do Instituto de Tecnologia de Nova Jersey.

Segundo os autores, as emissões de rádio vieram de uma mancha solar e duraram cerca de uma semana. “Isso é bem diferente das explosões de rádio transientes, que duram tipicamente minutos ou horas”, disse Sijie Yu, autora que liderou o estudo.

Eles acreditam que as emissões descobertas são parecidas com as auroras de rádio, já detectadas nas magnetosferas de mundos como a Terra, Júpiter e Saturno. As auroras acontecem quando as partículas do Sol interagem com as moléculas na atmosfera de algum mundo, emitindo luzes coloridas.

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Auroras no Sol

E, afinal, onde entram as auroras de rádio? Bem, as luzes das auroras representam apenas uma parte do espectro de emissão delas, o qual inclui também as ondas de rádio. Embora nosso astro libere luz nestes comprimentos de onda através de outros processos, as emissões observadas sobre a mancha solar eram parecidas com auroras de rádio.

"Mas, diferentemente das auroras na Terra, estas nas manchas solares ocorrem em frequências de centenas de milhares de khz a cerca de 1 milhão de kHz — um resultado direto do campo magnético da mancha solar ser milhares de vezes mais forte que aquele da Terra", explicou Yu.

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No caso do novo estudo, as emissões foram detectadas acima das manchas solares. Elas são regiões mais frias e escuras na fotosfera (a superfície do Sol), e são formadas por campos magnéticos tão intensos que retêm parte do plasma em nosso astro. Ali, os campos magnéticos também podem acelerar as partículas.

A equipe acredita que as manchas solares, mais frias e intensamente magnéticas, formam ambientes favoráveis para emissões de luz maser de elétrons-ciclotrons (ECM). “[Isso] traça paralelos entre as calotas magnéticas polares dos planetas e outras estrelas, e fornece potencialmente um análogo solar para estudar estes fenômenos”, escreveram.

Para os próximos passos, os autores querem analisar dados arquivados para tentar encontrar evidências de auroras em outras explosões de atividade solar. “Estamos começando a juntar as peças do quebra-cabeças de como as partículas energéticas e campos magnéticos interagem em um sistema com a presença de manchas estelares longa duração”, disse o coautor Surajit Mondal.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Nature Astronomy.

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Fonte: New Jersey Institute of Technology, Science Alert; Via: Nature Astronomy