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É mais provável que asteroides atinjam Marte do que a Terra

Por| Editado por Luciana Zaramela | 21 de Maio de 2024 às 05h00

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N. Bartmann, ESO/M. Kornmesser, S. Brunier, N. Risinger
N. Bartmann, ESO/M. Kornmesser, S. Brunier, N. Risinger

Já sabemos que nenhum asteroide deve se chocar com a Terra nos próximos 100 anos, mas talvez este não seja o caso para Marte. Em um novo estudo, pesquisadores da Universidade de Nanjing avaliaram quantos asteroides potencialmente perigosos são grandes o suficiente para causar problemas em Marte caso caiam lá, e compararam os resultados com estimativas parecidas com as da Terra. Os resultados indicam que os riscos de impactos no Planeta Vermelho são maiores que na Terra.

Em meio aos objetos próximos da Terra (NEOs, na sigla em inglês), existem os asteroides potencialmente perigosos (os PHAs). Eles não têm este nome porque vão se chocar com nosso planeta, mas sim porque medem pelo menos 140 metro de diâmetro e podem ficar a 7,4 milhões de quilômetros da Terra, distância considerada próxima em termos astronômicos. 

Se um asteroide deste tamanho atravessar a atmosfera terrestre sem ser queimado e atingir uma grande cidade ou alguma região de alta densidade populacional, ele poderia muito bem causar danos e ferir várias pessoas. 

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No estudo, os pesquisadores analisaram PHAs grandes o suficiente para causar danos se atingirem Marte. Eles analisaram dados de impactos passados, incluindo as informações sobre asteroides com trajetória que atravessa a de Marte, e levaram em conta também a proximidade entre o Planeta Vermelho e o Cinturão de Asteroides.

Foi assim que a equipe descobriu que a chande de um PHA atingir Marte é de 2,5 a três vezes maior que aquela de o impacto acontecer na Terra. Além disso, os resultados mostraram que há cerca de 17 mil PHAs que podem se aproximar do planeta ou se chocar com ele; no caso da Terra, o número cai para 4.700. 

Por fim, os autores sugerem que 52 PHAs provavelmente estão seguindo rumo a Marte e podem ser vistos da Terra. Isso significa que estes objetos oferecem uma boa oportunidade para estudos: se os cientistas conseguirem determinar quando o impacto deve acontecer, talvez possam até ver a aproximação ou colisão.

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O artigo com os resultados do estudo foi publicado no repositório arXiv, sem revisão de pares.

Fonte: arXiv, Phys.org