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Destaque da NASA: eclipse solar raro é a foto astronômica do dia

Por  • Editado por  Patricia Gnipper  | 

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Gwenaël Blanck
Gwenaël Blanck

Um eclipse solar do tipo híbrido aconteceu nesta semana e aparece na foto destacada pela NASA no site Astronomy Picture of the Day nesta sexta-feira (21). A sequência de três fotos, capturadas na Austrália, mostra o início, meio e fim da fase total do fenômeno.

Ocorrido da noite de quarta (19) para quinta, o eclipse foi híbrido, ou seja, ele combinou os eclipses parcial, anular e total. O evento ocorreu às 22h36 no horário de Brasília e, com era noite em nosso país, não foi visível por aqui.

Felizmente, você pode conferir um pouco dele nas imagens abaixo:

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As fotos na parte superior, central e inferior da composição mostram o início, meio e fim da etapa total do eclipse. Se você observar bem, vai ver que a primeira e última foto têm proeminências solares e pequenos raios luminosos, visíveis perto da borda do disco lunar.

Já a foto central mostra a coroa solar, a camada mais externa da atmosfera do Sol. Normalmente, ela fica ofuscada pela luz do nosso astro, mas pode ser observada durante eclipses solares totais — no caso deste, a etapa total durou 62 segundos. Conforme a Lua passa entre a Terra e nosso astro, ela esconte a luz do Sol e permite a observação do brilho claro da coroa.

O que são eclipses solares?

Os eclipses solares acontecem quando a Lua fica entre o Sol e a Terra, escondendo o Sol e projetando sua sombra na Terra. Para isso, os três corpos precisam estar alinhados em uma linha mais reta o possível, o que acontece quando a Lua está na fase nova.

Há diferentes tipos de eclipses solares. Entre eles, está o parcial, que ocorre quando a Lua oculta somente parte do disco solar e projeta sua penumbra da Terra. Já o eclipse solar anular acontece quando a Lua não cobre totalmente o Sol e as bordas de seu disco seguem visíveis, formando um “anel de fogo” ao redor da sombra lunar. Nos eclipses solares totais, a Lua cobre totalmente o Sol.

Por fim, chegamos ao tipo híbrido, que é o que ocorreu nesta semana. Como o nome indica, ele pode ser anular ou total, variando de acordo com o lugar onde o observador está. Dizemos que eles são raros porque acontecem cerca de uma vez a cada dez anos, já que precisam que o Sol e a Lua estejam a uma distância específica do nosso planeta.

Fonte: APOD