Chang'e 7: China detalha missão que estudará o polo sul da Lua em 2024

Por Danielle Cassita | 20 de Outubro de 2020 às 14h30
CGTN

A China vem trabalhando em novas missões para explorar o polo sul da Lua. Assim, recentemente o Lunar Exploration and Space Engineering Center, da Administração Espacial Nacional da China (CNSA), abriu uma solicitação competitiva para empresas que têm interesse em produzir cargas úteis para os cinco diferentes equipamentos da missão Chang’e 7, que vai estudar o polo sul do nosso satélite natural em 2024.

De acordo com os documentos, essa missão vai consistir em uma sonda orbital, um satélite de apoio, um lander, um rover e uma pequena nave, que irão exigir um lançamento com um foguete Long March 5, o mais potente que a China possui atualmente. A ideia é que a sonda orbital leve uma câmera de mapeamento em alta resolução, um radar de abertura sintética, um dispositivo de imagens minerais de espectro infravermelho de banda larga, espectrômetro de raios gama e nêutrons e, por fim, um magnetômetro. Essas cargas úteis irão coletar dados sobre a topografia lunar, composição do solo, radiação do ambiente e magnetosfera.

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A Chang'e 7 é parte das missões anunciadas após o sucesso da Chang'e 4 (Imagem: Reprodução/CNSA/CLEP/Doug Ellison)

Já o satélite de apoio será parecido com o satélite de comunicação da missão Chang'e 4, e terá um sistema Very Long Baseline Interferometry (VLBI) para realizar medidas da Terra e da Lua. Com essa técnica, ocorre uma espécie de parceria com um telescópio em solo, onde é criado um telescópio com o diâmetro da distância dos dois detectores que é capaz de realizar observações de rádio detalhadas. Outro instrumento vai estudar átomos neutros na magnetosfera da Terra.

O rover, por sua vez, levará quatro cargas úteis científicas, e as equipes interessadas vão competir para fornecer um radar, um magnetômetro, um espectrômetro Raman para análises precisas em alta resolução de composições minerais e uma câmera panorâmica para o veículo. Finalmente, a “mini nave voadora” terá um dispositivo para analisar moléculas de água e realizar medições em áreas do polo sul lunar. Como a luz do Sol incide em um ângulo baixo nessa região, o interior das crateras nunca recebe luz direta e pode haver água congelada por lá, um recurso importante para futuras missões tripuladas.

A Chang’e 7 representa uma nova fase de missões chinesas em nosso satélite natural, e deverá ser lançada em 2024. Além dessa missão, a China tem a Chang'e 4 em operação no lado afastado da Lua e tem planos para lançar mais uma missão ainda neste ano para iniciar a coleta de amostras. Por fim, a Chang'e 6, uma missão de reserva da Chang'e 5, deverá ir para a Lua em 2023 ou 2024. Juntas, essas missões vão formar parte da International Lunar Research Station, uma estação de pesquisa, que deverá ficar no polo sul lunar e que será expandida em 2030.

Fonte: Space.com

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