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Rússia poderá apoiar desenvolvimento de base de pesquisa chinesa na Lua

Por| 21 de Agosto de 2020 às 19h30

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CNSA/CLEP
CNSA/CLEP

A China avançou mais um passo em seus planos de desenvolvimento da pesquisa lunar internacional com o projeto International Lunar Research Station (ILRS). Trata-se de uma estação de pesquisa que deverá ficar na região do polo sul da Lua, e será desenvolvida ao longo das missões robóticas Chang’e, que continuarão sendo realizadas durante a década de 2020 e expandidas em 2030. 

A ILRS deverá trabalhar com resultados das missões Chang’e -6, -7 e -8, além de missões internacionais. Assim, logo no início da década de 2030, a ideia é que a ILRS seja expandida e já consiga atuar em missões robóticas de longo prazo junto de missões tripuladas mais breves. Depois, entre 2036 e 2045, a presença humana de longo prazo deverá ser melhor estabelecida no polo sul lunar. Segundo uma apresentação feita ao Technical Subcommittee of the Committee on the Peaceful Uses of Outer Space (COPUOS), este projeto tem o de objetivo construir e operar a primeira plataforma compartilhada no polo sul lunar para apoiar a exploração científica de longo prazo e em longa escala.

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Até o momento, parece que a China não estará sozinha na empreitada: Dmitry Rogozin, diretor da agência espacial russa Roscosmos, declarou à mídia russa que as duas nações concordaram que provavelmente irão construir uma base de pesquisa lunar juntas - algo que também foi afirmado por Zhang Kejian, diretor da agência Administração Espacial Nacional da China (CNSA). Assim, ambos concordaram em abrir as missões Chang’e-7, chinesa, e a Luna 26, russa, às contribuições de cargas úteis científicas de outras instituições. 

A Agência Espacial Europeia (ESA), por sua vez, segue em silêncio, mas interessada no projeto: “Na ESA, estamos acompanhando de perto os planos de exploração lunar chinesa para ver onde nossos interesses programáticos vão poder se encontrar com os das missões CE-6, -7, -8 e a iniciativa ILRS”, declarou Karl Bergquist, gerente de relações internacionais da agência. Resta aguardar.

Fonte: SpaceNews