Asteroide com 15 m de diâmetro passará "perto" da Terra nesta segunda-feira (28)
Por Danielle Cassita • Editado por Patricia Gnipper |

O asteroide 2022 FB2 se aproximará da Terra nesta segunda-feira (28). Durante a passagem, a rocha espacial estará à distância de aproximadamente 150 mil km — para comparação, considere a distância média entre a Terra e a Lua, de 385 mil km. Apesar de a distância ser curta em termos astronômicos, a passagem não oferecerá riscos para o nosso planeta. Até o momento, não há informações sobre o horário do sobrevoo do asteroide.
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O 2022 FB2 mede cerca de 15 m de diâmetro e, de acordo com informações da NASA, foi identificado neste sábado (26). Além disso, ele é classificado como um “objeto próximo da Terra” (ou “NEO”, na sigla em inglês), designação dada a asteroides ou cometas cujas órbitas os trazem para perto daquela da Terra. Dentre os mais de 600 mil asteroides conhecidos no Sistema Solar, mais de 20 mil são considerados NEOs.
O sobrevoo do 2022 FB2 acontece pouco tempo após um pequeno asteroide ser detectado quando faltavam apenas duas horas para atravessar a atmosfera terrestre. Catalogado como “2022 EB5”, o objeto foi identificado pelo astrônomo Krisztián Sárneczky e parece ter sido vaporizado durante a passagem pela atmosfera, devido à fricção com o ar. Dados de detectores mostraram sinais do impacto na Islândia e na Groenlândia.
Paul Chodas, diretor do Center for Near Earth Object Studies (CNEOS), da NASA, explica que asteroides pequenos, como o 2022 EB5, são numerosos e atingem a atmosfera com frequência. “Muitos poucos deles foram detectados no espaço e observados extensivamente antes do impacto, basicamente porque brilham muito pouco até as últimas horas [antes do impacto]”, disse. Por isso, para encontrar algum asteroide do tipo, os telescópios que realizam levantamentos teriam que estar apontados na direção certa, no momento certo.
Chodas e outros cientistas em todo o mundo segue acompanhando os chamados “asteroides potencialmente perigosos”, nome dados àqueles com órbitas que os trazem para até 7,5 milhões de km da Terra. Por outro lado, o evento recente envolvendo este pequeno asteroide permitiu que a comunidade de defesa planetária colocasse em prática os recursos disponíveis — e até trouxe mais confiança nos modelos de previsão de impactos, mostrando que são altamente capazes de responder a um possível impacto de algum objeto maior.