Publicidade

Ameaça de colisão de novos asteroides pode estar à espreita na órbita de Vênus

Por  | 

Compartilhe:
DOE/FNAL/NOIRLab/NSF/AURA/J. da Silva/Spaceengine
DOE/FNAL/NOIRLab/NSF/AURA/J. da Silva/Spaceengine

Em um novo estudo liderado por Valerio Carruba, professor da Universidade de São Paulo (USP), astrônomos tentaram descobrir quantos asteroides podem orbitar o Sol acompanhando Vênus, bem como formas de identificar estas rochas espaciais. Examinar a questão é importante, já que tais asteroides podem estar ofuscados pela luz do nosso astro e, portanto, passariam despercebidos. 

Segundo os autores, há cerca de 20 asteroides co-orbitais de Vênus conhecidos atualmente. “O status co-orbital protege esses asteroides de aproximações próximas a Vênus, mas não os protege do encontro com a Terra”, observaram. Estes objetos são considerados potencialmente perigosos somente se tiverem diâmetro de pelo menos 140 m e ficarem a até 0,05 unidades astronômicas da órbita do nosso planeta. 

Canaltech
O Canaltech está no WhatsApp!Entre no canal e acompanhe notícias e dicas de tecnologia
Continua após a publicidade

Destes objetos, somente um tem excentricidade orbital abaixo de 0,38 — quanto mais próximo de 0 for o valor, mais circular é a órbita do objeto. O parâmetro é esperado, já que asteroides com órbitas mais amplas ficam mais perto da Terra e, por isso, é mais fácil identificá-los. Em outras palavras, a detecção deste objeto provavelmente é resultado do viés de observação.

O problema é que, se este for o caso, então pode haver muitos outros cujas órbitas dificultam sua identificação. Pensando nisso, os cientistas criaram um modelo com diferentes inclinações orbitais e o preencheram com 26 asteroides clonados com características orbitais variadas. Depois, inseriram os objetos nas órbitas dos planetas do Sistema Solar durante 36 mil anos simulados e verificaram se algum dos objetos poderia se aproximar da Terra

Eles descobriram que realmente há alguns objetos capazes de oferecer riscos de colisão ao nosso planeta. Ao verificar se estes seriam visíveis da Terra com o observatório Vera Rubin, a equipe concluiu que, devido à luz do Sol, só podem ser vistos periodicamente, e que as janelas de observação ocorrem principalmente quando as rochas passam perto da Terra. 

Assim, o estudo mostra que não é fácil detectar estes asteroides perigosos a partir do nosso planeta, mas propõe uma solução. “Observações conduzidas da órbita de Vênus, [com uma espaçonave] posicionada ‘de costas’ para o Sol, pode aumentar a detecção destes objetos”, explicaram.  

Leia também:

Vídeo: Vídeo: A Lua está enferrujando?

Continua após a publicidade

Fonte: ScienceAlert