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50 anos da Apollo 17 | Relembre a última missão do programa Apollo

Por| Editado por Patricia Gnipper | 07 de Dezembro de 2022 às 16h20

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NASA
NASA

Nesta quarta-feira (7), celebra-se os 50 anos do lançamento da Apollo 17, a última missão do célebre programa Apollo. Um foguete Saturn V foi lançado da plataforma 39A, no Kennedy Space Center, durante a madrugada de 7 de dezembro de 1972, levando Gene Cernan, Harrison Schmitt e Ronald Evans à Lua durante a missão. Eles chegaram ao nosso satélite natural três dias depois, realizando experimentos e coletando amostras da superfície lunar.

A Apollo 17 foi a única missão do programa lançada durante a noite, sendo também a única que contou com um cientista em sua tripulação: o geólogo Harrison "Jack" Schmitt foi um dos seis primeiros cientistas-astronautas selecionados durante a década de 1960, em meio à pressão crescente da Academia Nacional de Ciências, que temia que somente pilotos tivessem a oportunidade de ir à Lua.

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Após o acionamento do terceiro estágio do foguete, o trio seguiu em uma jornada de três dias com destino à Lua. Cernan, Evans e Schmitt chegaram à órbita lunar no dia 10 de dezembro, iniciando os preparativos para pousar em Taurus-Littrow, uma área com grande diversidade geológica.

Tripulação da Apollo 17

Cernan serviu como comandante na Apollo 17, naquela que foi sua terceira e última missão no espaço — antes, ele participou também da missões Gemini IX-A e Apollo 10. Além disso, ele se tornou a última pessoa a caminhar na Lua por meio do programa Apollo.

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Enquanto isso, Schmitt estava em sua primeira e única missão ao espaço, e serviu como piloto do módulo lunar Challenger. Já Evans serviu como piloto do módulo de comando America, e seguiu na órbita lunar durante a missão. Aquela foi sua primeira e última missão espacial.

Pouso da Apollo 17 na Lua

A dupla de astronautas pousou em Taurus–Littrow no dia 11 de dezembro. Schmitt e Cernan passaram mais de 70 horas explorando a superfície lunar, executando diferentes experimentos científicos, tirando fotos e coletando amostras de rochas e solo que foram levadas à Terra depois.

Quando visitaram a cratera Shorty, Schmitt descobriu um curioso solo alaranjado por lá. As análises das amostras coletadas ali revelaram que o solo era um produto de erupções vulcânicas regionais, e foi formado há cerca de 3,6 bilhões de anos. Além disso, eles usaram o jipe Lunar Roving Vehicle para se deslocarem pela superfície lunar, e realizaram três caminhadas lunares em pouco mais de 22 horas.

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Enquanto ficou na órbita a bordo do módulo de comando America, Evans observou a superfície da Lua. Ele operou alguns experimentos orbitais, e conduziu observações visuais da superfície lunar. Já na viagem de retorno à Terra, ele realizou uma caminhada espacial de 1 hora e 6 minutos para coletar fitas das câmeras e do radar.

A Apollo 17 foi lançada em um período em que, além de o interesse público pela exploração espacial ter diminuído consideravelmente, a NASA já começava a trabalhar em missões de longa duração na órbita lunar. Assim, antes de deixarem a Lua a bordo do Challenger, Cernan e Schmitt deixaram uma placa com uma mensagem, que celebrava as primeiras explorações da humanidade na Lua.

O legado da Apollo 17

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Durante a missão, Schmitt e Cernan ficaram a 7,4 km do módulo lunar, a maior distância já alcançada durante o programa Apollo. Além disso, passaram 75 horas na superfície da Lua, quebrando o recorde de maior permanência na superfície do nosso satélite natural. A tripulação pousou no oceano Pacífico em 19 de dezembro, após 12 dias e 13 horas de viagem.

Os objetivos principais da Apollo 17 eram coletar amostras mais antigas que o impacto que criou a cratera Imbrium, explorada pelos membros da Apollo 15, e investigar a possibilidade de atividade vulcânica recente. Juntos, Schmitt e Gernan conduziram 10 diferentes experimentos científicos na superfície lunar, tiraram mais de 2 mil fotos e coletaram cerca de 110 kg de amostras de solo e rochas, trazidas à Terra para análises.

Os astronautas da Apollo 17 foram os últimos a visitar a Lua, mas isso poderá mudar em um futuro não muito distante. A NASA vem trabalhando no programa Artemis, e planeja levar novos humanos ao nosso satélite natural ainda nesta década — e, desta vez, a tripulação incluirá a primeira mulher e a primeira pessoa negra a caminhar na Lua.

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Fonte: NASA (1, 2)