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3 coisas que podem dar errado durante o eclipse solar total

Por| Editado por Luciana Zaramela | 05 de Abril de 2024 às 13h02

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Steven Coffey/Unsplash
Steven Coffey/Unsplash

Falta pouco para o eclipse solar total de abril. O aguardado fenômeno acontece na segunda-feira (8), e vai ser visível para observadores em uma faixa que passa pelo México, Estados Unidos e Canadá. Fora das regiões na faixa, o eclipse observado vai ser do tipo parcial, como o que foi visto em grande parte do Brasil no ano passado.

Os eclipses solares totais acontecem quando a Lua fica entre o Sol e a Terra, escondendo nosso astro temporariamente e projetando sua sombra no planeta. Já no eclipse solar do tipo parcial, o disco solar é parcialmente oculto pela Lua, como se tivesse sido mordido. 

O fenômeno fica ainda mais incrível se lembrarmos que o Sol está ou já chegou ao máximo solar, nome dado ao período de maior atividade em seu ciclo de 11 anos. Portanto, é possível que aqueles que estiverem na região da totalidade consigam ver explosões em nosso astro.

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Mas vale lembrar: é seguro olhar o eclipse diretamente e sem proteção só na fase total, ou seja, enquanto o Sol estiver completamente oculto pela Lua. Observar qualquer parte do nosso astro sem proteção adequada causa danos à visão. 

Por outro lado, autoridades de cidades na faixa da totalidade vêm emitindo alertas de segurança para o evento. Mas, afinal, por que tanta preocupação? E o que poderia dar errado durante um eclipse solar total como o que vai acontecer em alguns dias?

Mais acidentes 

Pesquisadores liderados por Donald Redelmeier descobriram que, no eclipse total de 2017, houve um pico de acidentes rodoviários. Mas, não, o aumento não está ligado aos minutos de escuridão que aconteceram durante o eclipse.

Na verdade, os pesquisadores suspeitam que houve mais acidentes por como resultado do aumento de tráfego nas rodovias, causado pelo deslocamento de pessoas que queriam ver o fenômeno. 

"As descobertas provavelmente decorrem do aumento do tráfego, viagens por rotas desconhecidas, excesso de velocidade para chegar a tempo, distração do motorista por um evento celestial, uso de drogas ou álcool em comemorações relacionadas ou observação do eclipse em locais inseguros, [como aqueles] à beira da estrada", sugeriu Redelmeier.

É esperado que as estradas dos Estados Unidos estejam movimentadas antes do eclipse na próxima semana. Por isso, os motoristas devem ser ainda mais cautelosos. 

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Pressão em serviços essenciais

O deslocamento de grande quantidade de pessoas para ver o eclipse causa outro problema: com a maior quantidade de turistas indo às cidades na faixa da totalidade, é esperado que ocorra mais pressão no transporte e nos serviços de emergência destes locais. 

Dave Freeman, Diretor da Agência de Gerenciamento de Emergências (EMA) do Condado de Lorain, observa que não há infraestrutura e nem estradas para comportar o deslocamento de tantas pessoas ao mesmo tempo.

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Assim, as autoridades dos Estados Unidos alertam que o transporte local e serviços de emergência podem não suportar o aumento na demanda por transporte ou por atendimento, caso necessário. 

Falta de alimentos 

O fluxo de turistas a caminho de ver o eclipse solar não vai pressionar apenas serviços de transporte. Os oficiais do Condado de Lorain, no estado de Oiho alertam que, com o tráfego intenso nas rodovias, o acesso a alimentos e outros suprimentos deve ficar mais difícil. 

Por isso, é recomendado que moradores da cidade aproveitem o fim de semana para abastecer seus veículos, armazenar alimentos e evitar deslocamentos desnecessários, se possível. 

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Fonte: JAMA Internal Medicine, TemertyMedicineTransportation Research NewsUSA Today