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Cometa 12P/Pons-Brooks fica esverdeado após 4ª erupção

Por| Editado por Patricia Gnipper | 22 de Novembro de 2023 às 17h46

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Comet Chasers/Students do St Mary's Primary School Bridgend
Comet Chasers/Students do St Mary's Primary School Bridgend

O cometa 12P/Pons-Brooks, ou apenas 12P, sofreu sua erupção mais violenta já registrada até agora. O fenômeno surpreendeu astrofotógrafos: após a explosão, o 12P não exibiu mais os filamentos longos em seu coma que inspiraram o apelido Cometa do Diabo. Houve também outra mudança: agora, o coma dele mostra tons de verde.

As outras erupções do 12P aconteceram entre julho e outubro. Em cada explosão, seu coma (o envelope gasoso que cerca o núcleo dos cometas) se expandiu e ficou com formato irregular, marcado por uma área escura no centro — para alguns, a estrutura lembrava chifres, daí o apelido do objeto.

Já a nova erupção aconteceu em 14 de novembro, e foi tão forte que fez o cometa brilhar 100 vezes mais do que o registrado até então. E, desta vez, ela deixou o 12P sem seus característicos “chifres”. “O coma parece perfeitamente circular desta vez”, observou Nick James, da Associação Astronômica Britânica.

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Ainda não está claro o porquê de as estruturas alongadas do coma terem desaparecido, mas é possível que haja alguma relação com as erupções. Quando o cometa explodiu pela terceira vez no fim de outubro, os chifres estavam muito menos alongados do que estavam nas erupções anteriores. Por isso, é possível que a estrutura do cometa que ajudou a formá-los tenha sido danificada.

“O ‘diabo’ pode ter ido embora de uma vez”, brincou o astrônomo amador Eliot Herman. Herman já tirou várias fotos do cometa, e os registros mais recentes mostram que, agora, seu coma está esverdeado. A cor é pouco comum, e ocorre quando há dicarbono em alta quantidade sendo quebrado pela luz do Sol.

Saiba mais sobre o cometa 12P/Pons-Brooks (12P)

O cometa 12P mede 17 km de diâmetro e é periódico, levando 71 anos para completar uma volta ao redor do Sol. Ele é do tipo criovulcânico, ou seja, é formado por um núcleo repleto de gelo e gás. A luz do Sol faz com que o criomagma em seu interior seja aquecido, e com o acúmulo de pressão, o núcleo se rompe e libera o material em erupções.

Este processo fez com que o coma do cometa se expandisse, parecendo ser muito mais brilhante do que realmente é. A cada erupção, o coma cresceu enquanto era parcialmente bloqueado por um entalhe no núcleo do cometa — tal estrutura ajudou a formar os tais chifres que inspiraram o apelido do 12P.

No momento, o cometa 12P está viajando a 64.300 km/h rumo ao Sol. Ele vai chegar ao periélio (aproximação máxima do nosso astro) em abril de 2024, e depois, vai seguir viagem ao Sistema Solar externo. Já em junho, o cometa vai passar pertinho da Terra, sem riscos de colisão — e, quem sabe, talvez fique visível a olho nu.

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Fonte: Live Science