Tokenizando o Futuro ou o Impressionante Universo das Assinaturas

Por Percival Jatobá | 18 de Março de 2020 às 07h39
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Tidal, Hulu, Pandora, Bark-Box, Grubhub, Loot Crate são nomes que pouco a pouco vêm ganhando audiência, evidência e, acima de tudo, disputando o crescente interesse dos consumidores com nomes mais conhecidos como Disney+, Amazon Music, AppleTV+, Target, Spotfy, PlayStation, Netflix no disputado e seleto ecossistema das transações recorrentes, ou também conhecido como “universo das assinaturas”, tanto para nós que somos da indústria de pagamentos, como para os consumidores que apenas querem desfrutar dos serviços de streaming de músicas, vídeos, games, pets e assinaturas em geral.

A oportunidade é inacreditável em termos de receita para muitas das empresas acima mencionadas. Por exemplo, o serviço de streaming de vídeos prevê nos Estados Unidos – segundo a Consumer Tecnology Association de 2020 - receita superior a US$ 24 bilhões, assinaturas por e-comm de US$ 21 bilhões e música de US$ 9 bilhões e, com todo o respeito à situação em relação ao Covid-19, nesse caso o impacto deve ser mínimo, se houver, pois os consumidores não precisam sair de suas casas!

A segurança é inegociável, portanto, se você está interessado em capitalizar essa oportunidade é fundamental participar direta ou indiretamente de alguma plataforma de tokenização. Sem esse serviço, você está fora do jogo, ou melhor, do jogo digital, seguro, sustentável. Analisamos na Visa que a adoção da tokenização eleva, em média, 3,2% o nível de autorização e reduz, em média, 67% a fraude. E como já comentei em artigo anterior, os tokens melhoram fundamentalmente a experiência de pagamento e resolvem definitivamente um “clássico” da indústria de pagamentos. A tecnologia permite que emissores façam atualizações dinâmicas em credenciais perdidas, roubadas ou expiradas para proporcionar uma experiência fluida aos consumidores. Ou seja: você não vai mais precisar atualizar seus dados junto ao provedor do serviço de streaming, por exemplo, cada vez que trocar a numeração do seu cartão.

Afinal, por que esse segmento parece ter se transformado em algo fundamental para a indústria de pagamentos uma vez que assinaturas em geral não são novidade - muito pelo contrário, existem desde os anos 70. Os consumidores estão ávidos por esse tipo de serviço pela conveniência, suíte de serviços/variedade de plataformas de entretenimento, acessibilidade e custo. Já os comércios são atraídos pelo modelo de negócio escalável e replicável (card on file). A previsibilidade da receita e o fato de estabelecer uma jornada de relacionamento facilitando a oportunidade de outras vendas ao mesmo consumidor são alavancas de negócio fundamentais na era do empoderamento do consumidor.

Quanto à nossa indústria, sejam emissores, credenciadores, comércios, gateways ou plataformas de serviços de recorrência, precisamos entender rapidamente que o número do cartão está sendo substituído por um token – esse processo é absolutamente transparente para o consumidor – e o processo transacional requerido é diferente de uma transação à vista e também parcelada, ou seja, precisamos melhorar a gestão operacional desde o “onboarding” do consumidor no serviço ou plataforma passando pela primeira e demais repetidas transações até as ocorrências excepcionais.

Nos próximos meses vocês lerão muito da minha parte sobre “Back to basics...” ou como nos preocupamos mais com os processos e o resultado final que esses efetivamente causam em nossos consumidores e menos no vício irresistível da tecnologia. Não se trata de negar o futuro, mas como não nos deixamos nos sequestrar por ela.

*Todas as marcas mencionadas neste artigo são de propriedade de seus respectivos donos, são utilizadas com o propósito de identificação apenas e não implicam em patrocínio de produtos e/ou em afiliação com a Visa.

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