Internet e o mundo da mobilidade: o “boom” dos criadores de conteúdo

Internet e o mundo da mobilidade: o “boom” dos criadores de conteúdo

Por Sergio Santos | 30 de Setembro de 2021 às 10h00
envato / barsrsind

A forma como trabalhamos, estudamos, interagimos e até consumimos entretenimento, ano após ano, adquiriu meios diferentes, seja por meio de softwares, sites, programas. Porém, somente a evolução da internet não permitiria tudo isso. Computadores, notebooks e celulares têm papel fundamental nessa revolução, atuando como aliados essenciais para que os usuários aproveitem ao máximo os avanços da tecnologia. Alguns exemplos de destaque ao longo desses anos são as comunidades com pessoas do mundo todo, trabalhar e estudar remotamente de qualquer lugar, assim como jogar online com amigos espalhados pelo planeta, sejam eles virtuais ou não, em campeonatos regionais e mundiais.

Aqui no Brasil, um estudo do IDC sobre tendências de tecnologia aponta que o mercado de endpoint, ou seja, tablets e notebooks, deve movimentar US$ 4,7 bilhões em 2021, um aumento de 21% em relação ao ano anterior. Isso representa 7,3% do total de investimento em tecnologia da informação no país. Além disso, em unidades e em relação ao ano de 2020, a previsão é que a venda de notebooks no varejo comum cresça 5% e no mercado corporativo 25%. É um movimento que já acontecia de forma natural, mas que claramente recebeu impulsionamento com o cenário da pandemia de Covid-19. Afinal, os notebooks não são apenas um hardware. São aparelhos que podemos chamar de “camaleões”, já que podem se tornar uma infinidade de lugares, objetos e cenários, dependendo da necessidade. 

Lojas virtuais, salas de cinema personalizada, arenas de e-Sports, escritórios e espaços de reunião para entes queridos, para cada uma dessas utilizações, existem equipamentos desenvolvidos especificamente. Além disso, há alguns anos seria impensável trabalhar exclusivamente por meio de plataformas digitais e redes sociais. Entretanto, ambos evoluíram de forma exponencial, e novas profissões surgiram. Os criadores de conteúdo, por exemplo, fazem parte dessa nova esfera. São pessoas que se firmaram como fonte de informação, criaram comunidades e são ainda importantes canais para marcas e anunciantes que investem em suas experiências e poder de influência para obter uma forma de se conectarem com mais pessoas

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Um relatório apresentado no Fórum Econômico Mundial, chamado Jobs of Tomorrow: Mapping Opportunity in the New Economy, indicou que os criadores e produtores de conteúdo são atividades consideradas no ranking das profissões emergentes de 2020. Além disso, no guarda-chuva de “Vendas, Marketing e Conteúdo”, dentre as habilidades mais relacionadas estão o marketing digital e as mídias sociais.

Criadores e produtores de conteúdo são atividades consideradas no ranking das profissões emergentes de 2020 (Imagem: Envato / Tirachard)

Ao longo do último ano, também impulsionadas pelo isolamento social, muitas pessoas encontraram na criação de conteúdo para diferentes plataformas uma forma de se conectar com outras, mesmo aqueles que nunca haviam experimentado antes. Alguns tentaram lançar seu próprio podcast, canal no YouTube ou perfil no Instagram e TikTok para compartilhar interesses, inúmeras lives foram realizadas, e até profissões não antes ligadas às redes encontraram seu espaço, como médicos e arquitetos.

O desenvolvimento de conteúdos audiovisuais é um desafio para quem não tem experiência anterior. No entanto, para ser criador não é necessário ter um grande equipamento de produção, um computador pessoal permite editar, carregar e distribuir conteúdos. O ideal é que o equipamento tenha características de alto desempenho para editar vídeos pesados, projetos concomitantes e complexos, além de renderização rápida, durabilidade de bateria e boa qualidade audiovisual. O avanço na tecnologia de processadores, placas gráficas e suas respectivas arquiteturas têm colaborado para esse processo e a evolução da tecnologia permitiu ao usuário acessar a performance profissional. 

Os notebooks evoluíram incrivelmente nos últimos anos, dando aos usuários o poder que antes só podia ser obtido em desktops, em um dispositivo inovador e compacto a ser levado para onde for desejado. Já o crescimento da internet evoluiu ao longo dos anos, e cada vez mais vemos como o ecossistema tecnológico se adapta para acompanhar e promover este crescimento, reunindo inúmeros usos para que cada pessoa possa desenvolver a atividade de que necessita, da melhor forma. Conforme surgem novas profissões e usos da tecnologia, seja para uso pessoal ou profissional, o hardware continuará evoluindo e ultrapassando a qualidade anterior para acelarar as experiências da próxima geração. 

*Artigo produzido por colunista com exclusividade ao Canaltech. O texto pode conter opiniões e análises que não necessariamente refletem a visão do Canaltech sobre o assunto.

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