3% | 5 curiosidades sobre a série brasileira que acaba de se despedir da Netflix

Por Natalie Rosa | 19 de Agosto de 2020 às 10h58
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Depois de quatro anos, chegou ao fim a série 3%, que conta a história de um futuro distópico e pós-apocalíptico de um mundo divido em duas partes bastante desiguais. A trama mostra como funciona esse novo universo, no qual poucas pessoas restaram e somente uma pequena quantidade delas tem acesso aos direitos básicos do ser humano.

A série acaba de ganhar a sua quarta e última temporada na plataforma de streaming, colocando um ponto final nessa era tão importante para as produções nacionais. Se você ainda não assistiu à 3%, o Canaltech preparou uma lista com cinco bons motivos para você começar a maratonar a história do Continente e do Maralto o quanto antes.

Imagem: Divulgação/Netflix

5. Inovação no Brasil

Futuros distópicos e pós-apocalípticos já não são novidade no mundo do entretenimento, mas 3% conseguiu trazer uma história brasileira inovadora para os assinantes da Netflix. A premissa é assustadora: em um ano desconhecido, mas lá do futuro, poucas pessoas sobraram no mundo, que acabou se tornando um local precário e repleto de miséria.

Porém, algumas pessoas tiveram a ideia de concentrar todos os recursos naturais que o planeta ainda tinha a oferecer em um lugar só, que foi batizado de Maralto, mas que pouquíssimas pessoas poderiam viver. Então, para entrar neste "paraíso" é preciso que as pessoas do Continente, que vivem em extrema pobreza, passem por um Processo.

Esse Processo consiste em uma série de testes e provas físicas e psicológicas que, na esmagadora maioria das vezes, são injustas e cruéis. As pessoas classificadas para viver no Maralto, então, são consideradas superiores. Isso acaba provocando ainda mais desigualdade e provocando a ira dos menos favorecidos, o que consequentemente gera em grandes conflitos que compõem a história toda de 3%.

4. Primeira série brasileira original da Netflix

3% fica marcada como a primeira série brasileira original da Netflix, abrindo portas para outras grandes produções, como Coisa Mais Linda, Sintonia, Boca a Boca, Irmandade, O Escolhido, entre outras. Pouco tempo depois da estreia, a produção chegou a ser classificada como a série de língua não-inglesa mais assistida nos Estados Unidos.

Mas a série não foi só assistida no Brasil e nos EUA, afinal também está disponível em 190 países, como México, Itália, Austrália, Turquia, França, entre muitos outros. Basta entrar nas redes sociais da própria trama ou dos atores para conferir a repercussão em vários idiomas.

Imagem: Divulgação/Netflix

3. Segunda versão

A série foi criada por Pedro Aguilera, em 2009, enquanto ainda estava cursando audiovisual na USP. Ao ficar sabendo de um edital que premiaria o melhor roteiro, recebendo recursos para a produção de um piloto, logo ele compartilhou a sua ideia com seus colegas de curso Dani Libardi, Daina Gianecchini e Jotagá Crema. Eles, inclusive, acabam se tornando os diretores de 3%.

E não é que eles ganharam o prêmio? Foi quando o episódio piloto de 3% foi gravado e colocado no YouTube em três partes. Assista abaixo:

Infelizmente, a equipe não venceu a segunda etapa do concurso, que renderia a produção do restante da temporada. Então eles começaram uma busca por um canal que topasse produzir a série 3%, até que a Netflix decidiu abraçar o projeto.

2. Elenco e personagens interessantes

O elenco de 3% conta com atores iniciantes, como Vaneza Oliveira (Joana), quando teve o seu primeiro trabalho com atuação, e também os mais experientes e já conhecidos de longa data, como Zezé Motta (Nair), Bianca Comparato (Michele), Rodolfo Valente (Rafael), Fernanda Vasconcellos (Laís) e, até mesmo, Ney Matogrosso (Leonardo), entre muitos outros.

Os atores conseguem retratar muito bem as características de seus personagens, muitos deles sendo evoluídos com o passar dos episódios, na maioria das vezes para melhor. Em meio a diversas reviravoltas, heróis se tornam vilões, vilões se tornam heróis suas histórias se tornam mais interessantes com o passar de todas as temporadas.

1. Diversidade e realidade

3% não deixa muito claro em qual região do Brasil — ou do que era o Brasil — se passa, mas segundo alguns investigadores da internet um mapa mostra sutilmente que tudo acontece na região nordeste. A trama, então, mostra todos os tipos de brasileiros, de diferentes raças e etnias, e mesmo que a série mostre um mundo de desigualdade, ela se deve apenas a quem passou no Processo ou não, independente de gênero, classe social e outras questões.

Imagem: Divulgação/Netflix

A série traz negros e asiáticos para o elenco, muitas mulheres de personalidade forte, personagens e figurantes transsexuais, relacionamentos homoafetivos, poligamia, cadeirantes e idosos, entre muitas outras classificações de pessoas. Por mais que essas diferenças que, nos dias de hoje, são responsáveis por muita opressão pareçam não existir lá, o sentimento de superioridade marca presença e os heróis fazem de tudo para acabar com tudo isso.

As quatro temporadas de 3% podem ser assistidas na Netflix.

Fonte: BuzzFeed, UOL

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